Financiamento imobiliário tem alta de 123,9% e bate recorde no primeiro semestre de 2021

Redação – 18.08.2021 – R$ 97,05 milhões foram financiados no período, segundo Abecip. Impacto do custo da construção tem papel nesse aumento 

De acordo com o último relatório divulgado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos imobiliários somaram R$ 97,05 bilhões. A alta é de 123,9% em relação ao mesmo período do ano passado, um recorde para o período. 

O mês de junho também foi o melhor da série histórica, que começou em 1994, atingindo R$ 19,66 bilhões. Este valor representa um crescimento de 12,5% em relação a maio deste ano e um salto expressivo de 112,1% na comparação com junho de 2020. 

Apenas no mês de junho, a Abecip registrou o financiamento de 86,2 mil imóveis no Brasil, totalizando 417,95 mil imóveis no acumulado do primeiro semestre. Segundo o gerente comercial da Consciente Construtora e especialista em Direito Empresarial e Imobiliário, Felipe Melazzo, o cenário aquecido foi possibilitado pela baixa taxa básica de juros (Selic) no período, mas outros fatores também estão ajudando a definir o cenário favorável para a aquisição de imóveis. 

“Dois fatores que contribuíram muito para esse resultado recorde de junho foram o aumento do Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) e do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), e a estabilidade dos juros dos contratos de financiamento bancário.” 

Ele diz que, desde o ano passado, o mercado vem se adaptando às regras sanitárias impostas pela pandemia e ao novo cotidiano das famílias brasileiras, o que contribuiu com a melhora no desempenho das vendas, que já estava em uma linha crescente. “Nossa percepção é que esse cenário se manterá e estamos cada vez mais preparados para atender essa demanda”, afirma Felipe. 

O que é o INCC?

O cálculo do INCC leva em consideração o custo de materiais de construção, equipamentos, serviços, mão de obra e as tecnologias utilizadas durante a construção. Devido ao aumento no custo de materiais, insumos e mão de obra, desencadeados principalmente por dificuldades do mercado decorrentes da pandemia, o INCC acelerou em junho deste ano e atingiu 2,3%, contra 1,8% no mês anterior. 

Como reflexo deste resultado, os clientes tendem a buscar o financiamento imobiliário como forma de diluir eventuais reajustes nas parcelas. Apesar disso, a expectativa do mercado imobiliário para o restante do ano continua otimista. 

“As regras atuais de financiamento imobiliário facilitam o acesso dos consumidores a essa modalidade e estimulam as vendas. Nestes momentos de crise, as pessoas encontram boas opções de negócio com a queda das taxas de juros, que impactam significativamente nos valores das parcelas do financiamento. O cenário atual apresenta boas vantagens para quem busca investir em imóveis”, conclui Felipe. 

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