Financiamento para inovação em hospitais tem mais de R$ 1 bilhão somente do BNDES

Redação – 21.01.2020 –

Marcelo Viana, especialista da T4 Consultoria, indica como ter acesso as recursos de bancos para atuar na área de infraestrutura social  

O BNDES anunciou uma nova linha de financiamento para hospitais filantrópicos ligados ao SUS no ano passado. O valor? Um bilhão de reais. A meta? Favorecer mais de 2 mil unidades do setor. Pra resumir: não falta dinheiro para investir em parcerias de infraestrutura social. Para Marcelo Viana, consultor da T4 Consultoria, existe um caminho para desenhar operações estruturadas e ter acesso às linhas de crédito e não só do BNDES.

“No processo da busca por financiamento é fundamental seguir com cuidado todos os critérios para conseguir aporte financeiro, o que ainda confunde muitas organizações”, resume o especialista. Ele destaca que existem várias linhas, a começar pelo BNDES Saúde – Investimentos. Essa linha apoia projetos a partir de R$ 10 milhões para a implantação, ampliação ou modernização das instituições filantrópicas de saúde, incluindo obras civis, montagem e instalações e software importados ou não, entre outros.

Já a Caixa Econômica Federal tem uma linha específica, a Caixa Hospitais, voltada para entidades filantrópicas e filiais de entidades não filantrópicas, mas conveniadas com o SUS, que tenham recursos financeiros provenientes do Ministério da Saúde (MS)/Fundo Nacional de Saúde (FNS), referente aos serviços ambulatoriais e de internações hospitalares prestados ao SUS.

Banrisul liberou R$ 100 milhões em 2019 somente para hospitais 

“Cada banco público que ofereça financiamento para inovação em hospitais conta com algumas diretrizes, é preciso prestar muita atenção, na Caixa, por exemplo, o valor do crédito é limitado à capacidade de pagamento da instituição de saúde”, explica Viana.

Outra alternativa são os fundos de apoio municipal, caso do Funafir (Fundo de Apoio Financeiro e de Recuperação dos Hospitais Privados, Sem Fins Lucrativos e Hospitais Públicos), pertencente à Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul. No ano passado, somente essa linha liberou R$ 100 milhões junto ao Banrisul e com prazo de carência de 12 meses. Cerca de 116 hospitais aderiram ao programa.

“A organização precisa provar estar apta do ponto de vista financeiro e social para obter recursos. É fundamental que haja um propósito claro por parte da entidade. No caso do setor da saúde, por exemplo, sobretudo, no setor público, leva-se em conta também a contribuição social”, esclarece Viana.

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