Galhos e árvores lideram a interrupção de rede na RGE em 2016

Da redação – 09.12.2016 –

Concessionária gaúcha apura que 20 mil ocorrências já foram registradas em função de problemas com vegetação. Quando isso acontece, a média de interrupção é de cinco horas, segundo a companhia.

A força da natureza está entre os principais problemas da distribuidora RGE nesse ano. A concessionária apurou que a queda de galhos e árvores mal podadas que atingem os fios estão entre os principais causadores de interrupções de energia elétrica.

O levantamento mostra que foram registrados 20.349 eventos com galhos lançados sobre a rede, plantas sem poda tocando fios ou árvores que tombaram sobre a rede nos primeiros dez meses do ano. Divulgado nessa terça, a pesquisa aponta ainda que, deste total, 12.005 ocorrências provocaram a interrupção, momentânea ou com duração mais longa, no abastecimento de residências, comércios e indústrias.

O número total representa uma média de 39,3 desarmes do sistema por dia, deixando, na média, os clientes da RGE por cinco horas sem energia por ocorrência em toda área de concessão. A vegetação é o principal “agressor” da rede elétrica de qualquer distribuidora de energia do Brasil, superando as ocorrências geradas pela queda de raios e pelo desgaste natural dos equipamentos.

Dentre os municípios atendidos pela RGE, a cidade com maior número de ocorrências provocadas pela vegetação é Gravataí. De acordo com um levantamento do Centro de Operações Integrado (COI) da companhia, foram 1.266 eventos no município. Deste total, 738 provocaram interrupções no fornecimento de energia. Houve um aumento de 26,5% em relação dos 10 primeiros meses de 2015, quando foram registradas 583 interrupções.

Já Caxias do Sul, maior cidade da área de concessão da RGE e sede administrativa da companhia, é a segunda colocada em eventos provocados pela vegetação e árvores. Nos dez primeiros meses de 2016, foram 1.126 ocorrências, sendo que neste total, 707 casos provocaram interrupção momentânea no abastecimento. No mesmo período de 2015 foram 753 ocorrências que geraram desabastecimento.

Interrupções na RGE, do grupo CPFL, podem durar até 5 horas
Interrupções na RGE, do grupo CPFL, podem durar até 5 horas, segundo empresa

Para minimizar o impacto da vegetação na rede elétrica, a RGE, em conjunto com as prefeituras municipais, promove ações de poda preventiva e também o plantio de espécies que convivem melhor com a rede elétrica.

Uma desta ações, é a o projeto de Arborização mais Segura, que tem como objetivos a melhoria dos índices de qualidade e a segurança da população, por meio de convênios assinados com as prefeituras. Nesta ação, já em desenvolvimento em Antônio Prado, a RGE faz a análise técnica das árvores que estejam oferecendo risco à rede e que demandem supressão. Após a análise, a concessionária realiza o plantio de espécies arbóreas adequadas à arborização urbana.

Outra ação da Gerência de Meio Ambiente da RGE é o projeto de Arborização Urbana, que já chegou a sua 11ª edição e distribuiu mais de 7 mil mudas de 46 espécies de árvores que melhor convivem com a rede elétrica. A doação aconteceu em 88 municípios do Estado.

Já por meio da Campanha de Repovoamento da Araucária, a concessionária, desde 2002, fez a doação de mais 1 milhão de mudas da árvore, que é um dos símbolos do Estado e está ameaçada de extinção. Outras 450 mil mudas foram doadas pela Campanha Plante Árvores Nobres, em que são entregues à comunidade mudas de espécies nativas com possibilidade de aproveitamento comercial.

Muito embora a RGE faça podas emergenciais e preventivas, a legislação brasileira estabelece que a execução do serviço de poda é de competência das prefeituras em áreas públicas. Quando a árvore estiver em área particular, cabe ao proprietário do terreno a retirada da vegetação. “Se o galho ou a árvore estão próximos da rede elétrica, a RGE precisa ser acionada por questões de segurança”, explica o gerente de Serviços de Rede Leste da RGE, Ricardo Dalan.

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