Gigantes europeias se juntam para produzir células combustíveis para veículos pesados

Redação – 23.04.2020 –

Joint-venture junta Mercedes-Benz e Volvo para fabricação em grande escala

As duas companhias europeias, que são grandes fabricantes de veículos comerciais, querem desenvolver, produzir e comercializar sistemas de células de combustível para veículos pesados e outras aplicações. A Daimler consolidará todas as suas atividades atuais dessa tecnologia na joint venture. E o Grupo Volvo irá adquirir 50% desta joint venture por aproximadamente 0,6 bilhões de euros à vista e livre de dívidas.

A meta comum é que ambas as companhias produzam, em série, veículos pesados com células de combustível na segunda metade da década. Além disso, outros usos automotivos e não automotivos também fazem parte do escopo da nova joint venture. A iniciativa incluirá as operações em Nabern/Alemanha (atualmente sede da Mercedes-Benz Fuel Cell GmbH), com instalações de produção na Alemanha e no Canadá.

Para viabilizar a joint venture, a Daimler está reunindo todas as atividades relativas a células de combustível do grupo inteiro em uma nova unidade específica na Daimler. Nesse contexto, inclui-se a alocação das operações da “Mercedes-Benz Fuel Cell GmbH”, que tem ampla experiência no desenvolvimento desses sistemas e armazenamento de hidrogênio para várias aplicações de veículos.

Tecnologia poderá ser ampliada para uso em outros veículos 

“As células de combustível são uma resposta importante e uma tecnologia na qual a Daimler já adquiriu know-how substancial nas últimas duas décadas, por meio da unidade Mercedes-Benz de células de combustível. Essa iniciativa conjunta com o grupo Volvo é um marco de progresso para viabilizar a chegada de nossos caminhões e ônibus movidos por essa tecnologia nas estradas”, diz Martin Daum, presidente do Conselho de Administração da Daimler Truck AG e membro do Conselho de Administração da Daimler AG.

Já Martin Lundstedt, presidente e CEO do Grupo Volvo, a eletrificação do transporte rodoviário é um elemento chave para a viabilização de uma Europa livre de emissões de carbono e, em última análise, um mundo livre de emissões. “Usando o hidrogênio como meio de produção de eletricidade verde para mover os caminhões elétricos nas operações de transporte de longo percurso é uma parte importante do quebra-cabeça, além de ser um complemento para os veículos elétricos movidos por baterias e por combustíveis renováveis”, afirmou o executivo.

Células de combustível e o hidrogênio como combustível

Uma célula de combustível de hidrogênio converte a energia química do combustível – neste caso, hidrogênio e oxigênio (do ar) – em eletricidade. Essa energia alimenta os motores elétricos que movem o veículo.

Há duas maneiras principais de produzir o hidrogênio necessário. O chamado hidrogênio verde pode ser fabricado localmente na estação de gás, usando a eletricidade para converter água em hidrogênio. Além disso, está previsto que o hidrogênio azul será produzido a partir de gás natural, usando tecnologia de captação de carbono para criar um combustível neutro quanto ao carbono.

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