Governo americano e AT&T fecham acordo de US$ 46,5 bi em telecom  

Da Redação – 10.04.2017 –

Pelo contrato, operadora assume a implementação da infraestrutura de banda larga LTE a ser ativada para a FirstNet 

A First Responder Network Authority (FirstNet), entidade responsável por construir e operar uma rede nacional de segurança nos Estados Unidos, fechou um acordo bilionário com a AT&T, que viabiliza a instalação da rede LTE de banda larga nos próximos 25 anos. A parceria também significa modernizar a infraestrutura física de comunicação de emergência, incluindo instituições como corpo de bombeiros. Será a primeira rede nacional sem fio desse tipo e vai operar num espectro de 20 MHz dentro de uma faixa de 700 MHz.

Bombeiro usa sistema de comunicação da FirstNet
Bombeiro usa sistema de comunicação da FirstNet, infraestrutura que integra serviços de emergência e segurança dos EUA

A parceria público privada (PPP) envolve uma aplicação de US$ 6,5 bilhões da FirstNet nos próximos cinco anos, a fim de suportar a construção da rede. O valor foi repassado pelo FCC (a Anatel norte-americana) em leilões de espetro anteriores. A operação e construção em si ficam a cargos da AT&T, que deve investir US$ 40 bilhões nos 25 anos de contrato e vai focar na instalação de uma infraestrutura robusta de segurança nacional com cobertura em todo o país. A operadora também conectará os usuários da FirstNet aos seus ativos, um potencial de US$ 180 bilhões.

A rede vai integrar serviços médicos de emergência, de combate ao fogo e de várias polícias, principalmente em grandes eventos e em casos de grandes desastres e situações de emergências. Em situações como essas, a experiência anterior mostra uma infraestrutura sobrecarregada e inacessível, o que limitou o uso de tecnologias de comunicação. A ideia da rede é eliminar problemas como os que afetaram as ações nos atentados de 11 de setembro de 2001.

A infraestrutura de banda larga vai funcionar para usuários de sistemas de emergência nos 50 estados, cinco territórios e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital americana. O rol de usuários envolve, inclusive, comunidades rurais e tribais. A geração de postos de trabalho deve chegar a 10 mil postos.

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