Governo mineiro adota BIM para infraestrutura

Redação – 23.11.2020 –

Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade fecha acordo com Graphisoft Brasil para uso de plataforma em obras públicas

A modelagem de informações da construção, tradução para o português da sigla BIM, vai ter seu uso ampliado pela administração pública mineira envolvida com infraestrutura. Isso acontece pelo acordo recente entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra-MG), o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DER-MG) e a empresa Graphisoft Brasil Serviços de Tecnologia da Informação. Um termo de comodato prevê a disponibilização de quatro licenças do software Archicad 24, com respectivo treinamento de utilização da ferramenta, e 20 horas de acompanhamento da implementação da metodologia, sem ônus e encargos para a administração pública.

O Archicad é um software para a elaboração de projetos e modelos arquitetônicos, permitindo visualização em 2D e 3D, extração automática de quantitativos, além de outras facilidades relacionadas à metodologia BIM. Com ele, é possível criar digitalmente modelos virtuais precisos de uma construção ou reforma, propiciando melhor análise e controle de suas fases, prazos e orçamento. Em geral, a metodologia BIM reúne um conjunto de tecnologias e processos integrados que permite a criação, utilização e atualização de modelos digitais de um empreendimento, virtualmente colaborativo, durante todo o seu ciclo de vida.

“Essa nova parceria vai permitir com que as equipes utilizem um dos melhores softwares para a metodologia BIM voltados para a arquitetura. Será um grande avanço na implantação da metodologia nos projetos e obras sob responsabilidade do estado”, enfatiza a superintende de Obras Públicas da Seinfra-MG, Débora Dias do Carmo.

De acordo com a Seinfra-MG, a iniciativa permitirá que o governo mineiro, “de maneira planejada, escalonada, responsável e estratégica, passe a exigir essa metodologia em seus futuros processos de contratação de projetos e obras públicas, com prazo para que a cadeia produtiva se adapte à nova tecnologia”. Ainda na avaliação da secretaria, a medida poderá representar economia significativa aos cofres públicos e maior efetividade e otimização no cumprimento de contratos.

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