Granfort Mineração dobra a produção de granito com escavadeira de 48t

Produzido por Canaris Informação Qualificada – 05.07.2016 –

Mineradora capixaba conseguiu ampliar a produção de blocos de granito de 350 m3 para 700 m3 ao mês. Planos da companhia envolvem a renovação da frota ainda neste ano para atingir a capacidade de 1,5 mil m3 mensais.

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Jazida de Colatina (ES) / Foto: Leticia Milaré

Principal atividade do Espírito Santo, o setor de mármore e granito movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão somente no ano passado. Com capacidade de produção anual de 50 milhões de m2 de rochas de processamento simples, o território soma mais de 1,7 mil pedreiras ativas e uma variedade comercial de aproximadamente 1,2 mil tipos de materiais.

Foi esse potencial de mercado que fez o engenheiro Erildo Favarato ingressar no segmento há 14 anos, com a fundação da Granfort Granitos Fortaleza. Ele conta que mesmo com a pouca experiência que tinha no setor de rochas ornamentais, conseguiu tornar o negócio lucrativo rapidamente. “O primeiro bloco extraído foi vendido de imediato, iniciando assim o capital de giro da empresa e, a partir de então, não paramos mais”, lembra.

A jazida da Granfort, em Colatina (ES), produz cerca de 700 m³/mês de blocos de granito preto. O número faz parte de uma realidade recente da companhia: até novembro do ano passado, a empresa operava com a extração mensal de apenas 350 m³. Para dobrar a produção, Favarato precisou investir na modernização da frota. “Trabalhávamos com quatro escavadeiras e cinco pás carregadeiras, mas os equipamentos eram usados e começaram a apresentar problemas de manutenção, paralisando as operações. Com algumas dessas máquinas paradas, passamos a operar com uma extração muito abaixo da nossa capacidade de produção e foi por esse motivo que decidi comprar uma máquina nova”, conta.

A escolha foi pela R480LC-9S, escavadeira de 48 toneladas da BMC-Hyundai. Além de já conhecer a qualidade da marca (duas escavadeiras R320LC-7 e uma pá carregadeira HL760-9S também operam no local), outros fatores pesaram na hora da aquisição. O principal deles, segundo Favarato, foi que a BMC-Hyundai aceitou um caminhão fora-de-estrada, que já não era mais utilizado pela Granfort, como entrada no negócio e ofereceu boas condições de pagamento no modelo de traiding.

A decisão foi certeira: em menos de quatro meses de operação, a alta disponibilidade do novo equipamento, que possui capacidade de 48 toneladas, ajudou a Granfort a ampliar sua produção em 100%. A R480LC-9S vem trabalhando especialmente na movimentação de blocos, posicionamento dos mesmos para o corte de fio diamantado, além de muitas outras operações que são necessárias dentro de uma pedreira. “Usamos a máquina para realizar os serviços mais pesados”, explica Favarato. “Depois que os blocos de granito são extraídos da prancha, todos precisam ser removidos para outro local rapidamente, para então serem aparelhados pelas máquinas de corte a fio diamantado e em seguida comercializados. Assim, ganhamos espaço para iniciar novas extrações naquela frente de trabalho”, complementa.

Ele ressalta que o granito preto tem maior densidade que os outros materiais e que, por esse motivo, as máquinas de grande porte são mais indicadas para trabalhar com esse material de forma rápida. Para se ter ideia do tipo de manuseio que a R480LC-9S é capaz de realizar, cada bloco reposicionado por ela tem até 12,5 m3 bruto, cerca  de 40 toneladas.

Frota

Paralelamente, outros equipamentos da BMC-Hyundai trabalham na pedreira. O manuseio dos blocos na jazida, por exemplo, é feito também com a pá-carregadeira HL760-9S, que auxilia na movimentação de blocos no pátio. Para finalizar o circuito, a escavadeira menor – de 32 toneladas – opera na limpeza do local, carregando as caçambas que transportam rejeitos para o bota fora.

Mesmo já tendo dobrado a produção de blocos de granito, os planos traçados pela Granfort para esse ano são ousados. Até o final de 2016, a empresa espera atingir uma produção de 1,5 mil m³ ao mês. Para alcançar a meta, a estratégia de renovação da frota deve continuar. “Pretendo comprar mais duas escavadeiras, uma de 48 toneladas e outra um pouco menor”, diz Favarato.

Segundo o empreendedor, não há dúvidas quanto à marca a ser escolhida. “Passamos por algumas dificuldades no passado e, mesmo assim, a BMC-Hyundai acreditou no nosso potencial e nos abriu as portas. Por isso, reitero o compromisso de manter essa parceria pelos próximos anos”, complementa, salientando que a empresa também planeja iniciar a extração de outros tipos de rochas ornamentais (como o Feldspato branco) em Minas Gerais e granito branco na Bahia.

Atualmente, a Granfort atende mais de 60 clientes, sendo a maioria do Espírito Santo. Com o aumento da produção e diversificação de produtos, o próximo passo será entrar no mercado de chapas de granito para o mercado interno e também para exportação.

Hoje, o Estado responde por mais de 80% das rochas ornamentais brasileiras que são exportadas para outros países, especialmente Estados Unidos, Canadá, Itália e Espanha. Somente no ano passado, as vendas em toneladas de chapas de granito capixaba aumentaram em 4,19%, totalizando U$$ 823, 8 milhões. “Já temos uma demanda muito grande do granito preto aqui, mas queremos ampliar a nossa presença a nível mundial. Esse tipo de material é muito procurado, então podemos extrair sem medo, pois sabemos que será vendido”, diz o executivo.

Para Rodrigo de Carle, vendedor responsável pelo atendimento da Granfort, os projetos da empresa para 2016 tendem a fortalecer a parceria com a BMC-Hyundai. “O setor de rochas ornamentais é um dos que tem resistido melhor à crise econômica e, ao mesmo tempo, tem buscado equipamentos cada vez mais tecnológicos para as suas operações. Por isso vejo grande potencial de mercado. Já ajudamos a Granfort a dobrar a sua produção atual e sei que, juntos, podemos fazer muito mais”, conclui.

Palavra do Operador

Weider dos Reis Batista trabalha como operador de máquinas há sete anos, sempre no setor de rochas ornamentais. Depois de ter passado por várias marcas, hoje ele opera exclusivamente a escavadeira R480LC-9S, da BMC-Hyundai. Apesar de grande, Batista conta que o tamanho do equipamento não o assusta. “Gosto muito de trabalhar com ela, principalmente pela agilidade e força que apresenta. Além disso, a máquina é bastante econômica”, conta.

Com uma carga de trabalho de 8 a 10 horas por dia, a escavadeira já conta com 420 horas rodadas – tanto que a primeira revisão da máquina já foi realizada pela BMC-Hyundai após as 250 horas. Até o momento, Batista reforça que o desempenho é muito satisfatório. “Ela tem dado conta do serviço e concorre de igual para igual com as melhores marcas existentes”, finaliza.

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