Inovação mundial: usina do PR adota caminhões autônomos

Da Redação – 13.09.2018 –

Frota da marca Volvo seria a primeira entrega comercial de caminhões autônomos no mundo

 

A montadora sueca entregou sete unidades de seu caminhão com tecnologia autônoma para o Grupo Usaçucar, de Maringá (PR). Sem abrir mão do motorista, os veículos andarão sozinhos apenas quando estiverem em áreas restritas, sem trânsito, dentro das lavouras de cana de açúcar. A precisão de direção (2,5 cm) reduz perdas por pisoteio de mudas, segundo a fabricante.

O caminhão modelo VM, com tecnologia autônoma, foi o primeiro a ser testado numa operação real no Brasil há cerca de um ano. “Dissemos que esse seria o primeiro caminhão com tecnologia autônoma comercialmente viável do mercado. Agora provamos isso com a entrega de um lote de veículos já para a colheita de cana de açúcar de 2018”, afirma Wilson Lirmann, presidente do Grupo América Latina.

O veículo foi desenvolvido pela área de engenharia avançada no Brasil, com apoio da matriz na Suécia. A tecnologia autônoma está sendo comercializada na forma de prestação de um serviço. “Podemos comparar com os serviços de TV a cabo ou internet que temos em casa. Existe um equipamento, mas não pagamos por ele e sim pelo serviço entregue”, afirma Lirmann. “Com a alta produtividade da tecnologia autônoma, os valores envolvidos são compensadores para o cliente desde a primeira safra”, afirma Bernardo Fedalto, diretor comercial de caminhões da Volvo.

“Estamos muito otimistas com essa nova tecnologia autônoma. Sem ela, a compactação de mudas impacta largamente na vida útil do canavial”, afirma Paulo Meneguetti, diretor financeiro e de suprimentos da Usaçucar, grupo proprietário da Usina Santa Terezinha, para onde os caminhões foram destinados.

Segundo ele, a cada cinco safras potenciais de cana, uma é perdida por pisoteamento das mudas pelo caminhão durante a colheita. Com a precisão de direção do Volvo VM com tecnologia autônoma é possível zerar essa perda, aproveitando todo o potencial da lavoura. “Multiplicando isso pelos 350 mil hectares cultivados pelo grupo a redução de perdas será gigante”, diz Meneguetti.

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