Megatelecom defende inclusão dos provedores regionais no leilão do 5G

Redação – 18.11.2019 –

Para Carlos Eduardo Sedeh, principal executivo da empresa, a entrada de pequenas prestadoras no certame seria uma medida assertiva

O futuro leilão da quinta geração de telefonia móvel (5G) já está sendo discutido e para Carlos Eduardo Sedeh, CEO da Megatelecom, as pequenas operadoras deveriam ter um papel importante no certame. Ele lembra que um dos pontos em avaliação é a reserva de parte da faixa de 3,5 GHz para as Prestadoras de Pequeno Porte, termo adotado pela Anatel para os provedores regionais (PPPs).

“O 5G é altamente dependente de uma rede resiliente e capilar de fibra ótica, para interconexão das células móveis (smallcells), além de torres de transmissão (ERBs). Considerando que as pequenas prestadoras têm uma rede capilar em suas regiões de atuação, é bastante sensato fracionar faixas para uso local, permitindo que essas empresas participem do processo competitivo”, explica o executivo.

Leilão de sobras de LTE é exemplo a ser melhorado

Sedeh lembra ainda que o mercado evoluiu desde o último leilão de sobras do LTE (Long-Term Evolution), em 2015. Nele, muitas operadoras menores compraram licenças regionais, “mas a maior parte delas sequer levou os projetos adiante”, ressalta. Segundo ele, a situação é diferente: além do mercado estar mais capitalizado devido à recente entrada de capital via fundos de investimento e veículos de consolidação, a própria natureza do modelo de leilão proposto desincentivará projetos aventureiros.

O resultado de acordo com o CEO da Megatelecom seria um leilão com a presença de empresas regionais com lastro financeiro e redes de fibra prontas para levar uma maior competitividade regional e incrementar a oferta de serviços na rede 5G. Além da infraestrutura, Sedeh destaca a qualidade das redes, foco de atenção das operadoras regionais.

“A indústria de telecom tradicional, por demandar investimento em bens de capital intensivo para ganho de escala e atualizações tecnológicas, é naturalmente concentradora. Permitir a entrada de empresas menores e locais, por meio de regras inteligentes e inclusivas, é o modelo de leilão mais assertivo e contemporâneo”, finaliza o executivo.

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