Mineração cresce 36% e fatura R$ 209 bi em 2020

Redação – 08.04.2021 –

Estudo mostra que a desvalorização do Real favoreceu as exportações, mas o aumento produtivo e o preço internacional das commodities foram os principais responsáveis pelo resultado positivo.

A mineração brasileira faturou R$ 209 bilhões em 2020. O valor é 36% superior aos R$ 153 bi registrados em 2019. Os dados são da EY e compõe um estudo chamado “Riscos e oportunidades de negócios em Mineração e Metais no Brasil”, desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

O minério de ferro foi responsável por 66% da receita de 2020 e o crescimento total do setor de mineração ocorreu devido ao aumento da produção, dos preços das commodities e da desvalorização cambial do real. As elevações nos preços internacionais de outros metais como ouro e cobre também exerceram forte influência nesse resultado. Minas Gerais e Pará representaram sozinhos 80% do faturamento mineral de 2020, mas Bahia (62%), Mato Grosso (58%), Pará (45%) e em Minas Gerais (31%) tiveram aumentos expressivos em seus volumes de negócios.

Ao todo, a mineração brasileira emprega 1,9 milhão de pessoas, segundo informações da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, e arrecadou cerca de R$ 72,2 bilhões em impostos, o que representa um aumento de 36% em relação à arrecadação de 2019.

No que se refere às exportações, o setor enviou 362 milhões de toneladas para fora do país, com 90% sendo de minério de ferro e sendo a China o principal destino (72%), seguido por Japão e Malásia. Já as importações tiveram retração de 30% em 2020, com as maiores quedas sendo representadas pelo potássio e o carvão mineral. O saldo comercial ficou calculado em US$ 32 bilhões, equivalente a 64% do saldo do Brasil em 2020.

O cenário é favorável aos investimentos no setor, com expectativa de chegar a cerca de US$ 38 bilhões até 2024, sendo 40% superior ao previsto no período 2019-2023. O foco estará voltado à tecnologia e o desenvolvimento de soluções direcionadas ao descomissionamento de barragens e à disposição de rejeitos.

Essa perspectiva de investimentos mantém a elevação observada dos últimos anos e tem como sustâncias mais representativas o minério de ferro, a bauxita e os fertilizantes. Do total, 86% estão concentrados nos Estados de Minas Gerais, Bahia e Pará.

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