Ofertas de multisserviços podem tornar os ISPs mais lucrativos

InfraDigital (Branded Content) – 26.11.2020 –  

Bitcom mostra como comercializar vários produtos e serviços regionalmente com o respaldo de companhias nacionais e multinacionais como a Intelbras

Fabiano André Vergani, da Bitcom

Com 25 anos de atuação, a gaúcha Bitcom é um exemplo de como os provedores de telecomunicações podem ser mais lucrativos com a oferta de multisserviços. Fabiano André Vergani, diretor e fundador da empresa, explica que a prática consiste no ponto de vista varejista. Sim, ele avalia que os ISPs (Internet Service Providers) têm contato direto com os clientes na ponta e estes não são consumidores apenas de internet de alta velocidade, mas também de hardwares, softwares, eletrodomésticos, dispositivos conectados e tudo o mais que engloba a digitalização.

“Já estávamos evoluindo da era da informação para a era da digitalização e a pandemia impulsionou isto”, pontua Vergani. Para ele, o movimento significa que as pessoas e as empresas precisam cada vez mais de produtos e serviços digitalizados, providos essencialmente pelo acesso à internet de alta velocidade, mas que também demandam soluções de internet das coisas (IoT), cloud computing e inteligência artificial. “Nós entendemos este avanço nos últimos anos e passamos do poste e do telhado (instalação das redes) para dentro da casa dos nossos assinantes, onde oferecemos soluções diversificadas e integradas. Ou seja, hoje somos uma empresa varejista”, diz.

O Izy Speaker da Intelbras é um exemplo recente de tecnologia incorporada ao portfólio da Bitcon. Lançada em março deste ano, a novidade é ofertada aos assinantes da empresa interessados na utilização da assistente virtual Alexa, da Amazon. Por comando de voz, a tecnologia permite acionar os dispositivos conectados dentro da residência. Vergani demonstra a solução com um vídeo próprio, gravado nas instalações da Bitcon e no qual o Izy Speaker da Intelbras acende e apaga luzes, liga e controla o ar-condicionado e troca canais da smart TV.

Raciocínio varejista é o segredo para a oferta de multisserviços

Assim como o Izy Speaker, a Bitcom oferece roteadores inteligentes, câmeras IP, painéis de energia solar e tem rádio e canal de TV próprios, além de um serviço de vigilância por meio das câmeras IP instaladas nas redes de fibra óptica de algumas das cidades onde atua. A empresa também está abrindo uma loja de experiências avançadas (premium) na sua cidade natal, Caxias do Sul (RS), onde pretende mostrar aos clientes as soluções que disponibiliza e a integração possível entre elas.

Todo este portfólio demonstra, segundo Vergani, o viés varejista que a empresa cultiva desde meados dos anos 2000, quando deixou de ser uma revenda de informática e passou a ofertar os primeiros enlaces de rede sem fio (wireless). “Este foi um marco, pois evoluímos de uma revenda de informática para uma empresa de TIC (TI e Comunicações)”, pontua.

Em 2009, a Bitcom começou de fato a ser multisserviço, agregando combinados de internet, TV por assinatura, seguros, antivírus e outros produtos. “As grandes operadoras de telecom nos inspiraram com seus combos de telefonia. Percebemos, paralelamente, que havia no mercado companhias como a Intelbras, detentora de um portfólio vasto de produtos e serviços e que estava interessada em ampliar presença na ponta, nos consumidores das cidades que atendíamos diariamente. Pensamos então: por que não ofertar esses produtos? Afinal, essa era uma forma de ajudar os clientes, centralizando as suas demandas com um só fornecedor; a Intelbras que capilariza a oferta e a própria Bitcom, que diversifica receitas”, lembra.

Em 2018 a Bitcom se tornou uma franquia, na busca de capilaridade, diversificando ainda mais as receitas com os royalties pagos pelos franqueados e com o maior volume de vendas promovidos por eles. Nesta investida, a estratégia de Vergani foi a busca de empreendedores locais, que falassem a “língua” de suas cidades e assim pudessem regionalizar as ofertas de produtos e serviços da Bitcom. “Avançamos rapidamente e hoje temos 14 franqueados atuando em 80 cidades. O próximo passo é a internacionalização, algo já em curso”, diz Vergani.

 

Provedores podem ser marketplaces regionais

A experiência recente com os franqueados, junto com o histórico de atendimento local da Bitcom no Rio Grande do Sul, despertou em Vergani o instinto de varejista online. Para ele, os provedores de telecomunicações que ofertam multisserviços devem se posicionar como marketplaces regionais. “Afinal, já temos acesso a milhares de CPFs e CNPJs que por vezes precisam de determinados produtos e serviços. Paralelamente, temos companhias como a Intelbras buscando acesso a eles. Os provedores podem – dentro dos limites da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – ser este meio de campo”, avalia.

Para o empresário, o momento é promissor para o modelo, uma vez que as vendas online dispararam e que gigantes como a Amazon e a Magazine Luiza estão mostrando que é possível ofertar multiprodutos e serviços de forma eficiente, legal e sem parecer invasivo para o consumidor final. “Enfim, nós provedores podemos ser Amazons e Magazine Luizas regionais”, conclui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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