Operadores privados ampliam equipamentos no Porto de Paranaguá

Redação – 24.06.2020 –

Novo shiploader da Bunge foi ativado nessa semana e é uma das novas máquinas da instalação paranaense

Os operadores privados do Porto de Paranaguá estão ativando novos equipamentos. É o caso da Bunge, que acaba de instalar um carregador de navio (shiploader) no berço 206. Com investimentos de R$ 30 milhões, o equipamento fez a primeira operação essa semana e carregou 32 mil toneladas de farelo de soja no navio Siana, que partiu com destino a Cingapura.

De acordo com a autoridade portuária, o shiploader faz parte de um projeto de modernização da faixa portuária e possui sistema de captação de pó, que reduz a emissão de partículas no ar durante o carregamento de navios. “Ele permite um carregamento mais direcionado e com isso evita a emissão de poeira no embarque. O resultado é uma operação mais limpa no Porto de Paranaguá”, diz o diretor de Operações, Luiz Teixeira.

Outra ativação que deve acontecer em breve é o novo guindaste móvel para descarga de fertilizante, nos berços 208, 209 e 211. O equipamento é da Rocha Terminais Portuários e sua instalação está estimada em 3,6 milhões de Euros (€). O guindaste tem capacidade de 100 toneladas de carga e grabs de descarga de 28 metros cúbicos. O equipamento chegou no último dia 6 de junho e deve entrar em operação nos próximos dias.

Além deles, a autoridade portuária destaca que outros dois equipamentos recentes – vão completar um ano em julho – estão ativos em Paranaguá. São máquinas para movimentação de contêineres, tecnicamente conhecidos como portêineres. Os dois são os maiores do Brasil, com 66 metros de lança e 50 metros de vão livre a partir do trilho, podendo alcançar até 24 fileiras no navio.

A aquisição faz parte da ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). Os investimentos superam R$ 600 milhões, sendo considerada a maior obra do setor portuário do Brasil nos últimos anos.

Entre as novidades do porto está a movimentação do terminal da Fospar, operadora de graneis sólidos de importação nos berços 200 e 200A. A companhia prevê um aumento de 600 mil toneladas por ano, a partir deste ano, com a conclusão dos recentes investimentos – cerca de R$ 225 milhões – e retomada de utilização do berço interno do píer (200A).

Em um projeto próprio de otimização, que teve início em 2016 e foi concluído no ano passado, a empresa construiu um novo armazém, fez a dragagem do berço interno e equipou o terminal com novos sistemas de correias transportadoras para a descarga (dos navios) e também para o carregamento de caminhões e vagões, bem como a implantação de sistemas e tecnologias de ponta para dinamizar a operação logística.

Com as recentes melhorias, a empresa passa a contar com dois armazéns, dois sistemas de correias de descarga de produtos, e outros quatro sistemas de retomada para carregamento, que servem para carregar tanto vagões como caminhões que levam os produtos para o destino.

As novas estruturas bem como a retomada da utilização do berço interno foram operacionalizadas a partir de março após a obtenção de todas as autorizações dos órgãos competentes.

Já na retroárea, um grande investimento em expansão foi realizado, este ano, pela empresa Cattalini, uma das principais operadoras dos graneis líquidos no Porto de Paranaguá. Desde abril está em operação o novo centro de tancagem, o CT4.

Como informa a empresa, na área de 25.700 metros quadrados são 17 tanques com capacidade de armazenar até 91.000 m3 de líquidos. O novo CT, segundo a Cattalini, aumenta a capacidade estática da empresa em 17,5%. Com as novas instalações, a operadora dispõe de 133 tanques, 610 mil m³ para armazenagem de diversos produtos, distribuídos em cinco Centros de Tancagens (CTs) alfandegados e entrepostados.

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