Parallel Wireless testa no Brasil sua solução de rede unificada – de 2G a 5G – e baseada em software

Nelson Valêncio – 30.10.2019 –

Empresa americana defende desagregação do hardware e do software, com redução de custos operacionais e de ativação de rede.

O nome da Parallel Wireless é totalmente justificável. A empresa norte-americana tem um modelo paralelo para as redes de telecomunicações sem fio, mais exatamente a sopa de letrinhas e números do 2G ao 5G. O conceito é simples: desagregação do hardware e do software, unificando as várias tecnologias num só equipamento. O upgrade acontece via software, permitindo que as operadoras instalem uma tecnologia a prova de futuro e interoperável. O modelo já funciona em mais de 50 operadoras mundiais, inclusive Telefonica e Vedafone, segundo Eugina Jordan, vice-presidente de Marketing da Parallel Wireless.

De acordo com ela, há testes em andamento no Brasil, mas a executiva não arrisca a previsão da primeira operação comercial no país. A companhia participa pela primeira vez da Futurecom, maior evento do setor que acontece nessa semana em São Paulo. O tamanho do mercado e os desafios comuns das operadoras locais, por outro lado, fazem ela acreditar que o modelo seja replicável por aqui, inclusive na futura implementação do 5G. “Os desafios para a quinta geração envolvem o custo de ativação da rede para atender a cobertura necessária, a oportunidade de aumentar o faturamento com dados e a necessidade de se instalar uma tecnologia a prova do futuro”, resume a executiva.

Para Eugina, no entanto, as operadoras devem avançar na otimização da rede 4G, que é a base do 5G, processo que também pode ser turbinado pela experiência da Parallel Wireless em vários cenários, como o da Vodafone Turquia e da Telefonica no Peru, ambos citados acima. No primeiro caso, o desafio era modernizar a rede legada de 2G e 3G, a qual tinha acumulado um custo operacional alto. Grosso modo, a rede 2G foi substituída por uma white box, ou seja, um equipamento agnóstico que permite rodar virtualmente 2G e 4G. A operadora manteve os serviços de voz, aumentando sua qualidade, e otimizou os serviços de dados, além de ter uma infraestrutura preparada para o 5G.

Já o projeto da Telefônica no Peru envolveu a ativação da Rede de Acesso de Rádio (RAN, da sigla em inglês) aberta ou Open RAN, cujo destaque seria o custo beneficio positivo em áreas de baixa densidade habitacional. A arquitetura, desenhada para atender a demanda de 3G e 4G, principalmente em áreas rurais, congregaria três vantagens: redução de custos, instalação simplificada e aumente da flexibilidade da infraestrutura da operadora.

 

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