Projeto brasileiro de nano-satélite foca em soluções para M2M e IoT

Redação – 17.07.2019 –

Alfa Cruz usa largura de banda estreita para criar conexões de dados e voz em órbita baixa

Pouco conhecido dos leigos, o Alfa Cruz é um programa que poderá melhorar a aplicação de tecnologias de comunicação entre máquina (M2M) e a também a Internet das coisas (IoT) no país. Na prática, o programa poderá ajudar a melhorar o monitoramento agrícola, o acompanhamento do nível de água nos rios e reservatórios, além de uso na área da defesa, incluindo a interligação entre tropas em regiões remotas, onde a infraestrutura de comunicação em terra não é confiável.

Para Renato Borges, especialista do IEEE – maior organização técnico-profissional dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade – este é apenas um dos projetos que se beneficia do conhecimento acumulado ao longo dos anos, desde que o homem pousou na Lua pela primeira vez que visa avançar o conhecimento científico e tecnológico no campo aeroespacial.

“Agora, 50 anos depois da Apollo 11 pousar na Lua, a tecnologia aeroespacial se mostra cada vez mais útil e necessária para a humanidade”, enfatizou o cientista, que é professor associado da Universidade de Brasília, líder do Laboratório de Simulação e Controle de Sistemas Aeroespaciais (Lodestar), e atual chefe do Departamento de Engenharia Elétrica. Para Borges, o desenvolvimento de novos materiais, novos processos de produção, a criação de algoritmos mais sofisticados, bem como as redes de comunicação entre dispositivos pessoais têm, em sua origem, o programa espacial que levou o homem ao satélite natural da Terra nos anos 60.

Ele chama atenção especial para a miniaturização desses eletrônicos, incluindo os satélites, alguns dos quais hoje pesam pouco mais que um quilo, tornando os programas espaciais mais populares e acessíveis em todo o mundo. “Por permitir ao homem monitorar do espaço as mudanças na superfície da Terra em tempo real, em escala planetária, esse tipo de tecnologia tem o poder de transformar nossa relação com o planeta”, confirmou o cientista.

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