Projeto de BRT de Cuiabá e Várzea Grande ganha corpo no MT

Redação – 30.04.2021 –

Próxima etapa é a audiência pública, que acontece dia 07 de maio. Obra está orçada em R$ 460 milhões, com duração de 24 meses

O governo mato-grossense acaba de realizar a etapa de consulta pública para o projeto de BRT com ônibus elétricos em Cuiabá e Várzea Grande. O empreendimento substitui as obras de veículo leve sob trilhos (VLT) e está estimado em R$ 460 milhões, com duração de praticamente dois anos. Com as fases públicas de consulta (encerrada ontem) e audiência (7/5 via Youtube), a modelagem técnica e econômica-financeira avança. Os estudos foram elaborados pelo governo de Mato Grosso e pelo Grupo de Trabalho criado em conjunto com a Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana e a Caixa Econômica Federal.

De acordo com os documentos, a solução por BRT apresenta o menor custo e menor tempo de implantação quando comparado a outros modais. Para a implantação do BRT, o governo Mato Grosso se responsabilizará pela realização de várias obras de infraestrutura. São elas: corredor segregado, paradas, estações e terminais, tratamento das calçadas, Parque Linear da Avenida Rubens de Mendonça, Centro de Controle Operacional, Garagem Operacional do BRT com subestação de recarga elétrica dos ônibus, sistema de monitoramento e segurança da frota e usuários, sistema de comunicação com os usuários e também pela aquisição dos ônibus movidos à eletricidade.

Os estudos apontam ainda que o BRT terá uma tarifa mais acessível quando comparado ao sistema VLT. Ou seja, mensalmente o VLT demandaria um custo adicional que poderia vir a ser custeado pelos usuários por meio da tarifa ou por meio do aumento dos subsídios públicos. O modal também proporcionaria maior flexibilidade de operação junto aos ônibus do sistema alimentador dos municípios, permitindo reduzir o número de integrações para os usuários quando comparado à modelagem da rede com o sistema VLT, dada a possibilidade de uso compartilhado no corredor segregado.

Outro destaque favorável à solução por ônibus, conforme identificado nos estudos, está na possibilidade de extensão dos corredores estruturais de transporte coletivo para bairros populosos e mais distantes da área central a um custo menor do que a solução ferroviária com o VLT.

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