Projeto do BID procura soluções pra reduzir desperdício de energia em prédios públicos

Redação – 22.01.2020 –

Ideia é identificar pequenas empresas e startups que otimizem o uso de energia e tem como foco as cidades brasileiras

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou o desafio de identificar soluções que ajudem a reduzir o desperdício de energia em prédios públicos municipais. Segundo a instituição, o consumo de energia elétrica representa a primeira ou segunda maior despesa para a maioria dos municípios do país. O problema é que essa conta poderia ser mais eficiente.

Em termos de desperdício, o Brasil é um destaque: pelo menos 11% do consumo de eletricidade do país não deveria estar acontecendo. O problema é ainda maior ao se considerar que o Brasil responde por metade do consumo de eletricidade da América Latina. Essa energia desperdiçada seria suficiente para alimentar a oito milhões de lares – um país de médio porte.

Devido ao consumo ineficiente, a energia elétrica é desperdiçada na forma de calor, lâmpadas ineficientes e equipamentos antigos, além de práticas como uso do ar condicionado com janelas abertas, ou lâmpadas ligadas sem necessidade. O custo do desperdício é elevado tanto financeiro como em termos de emissões de CO2 causadas no processo de produção de energia.

Para o BID, buscar a eficiência energética é uma das estratégias necessárias para reverter o desperdício. “Entretanto, um aspecto chave da eficiência é a informação sobre onde a eletricidade é utilizada e onde esse uso ocorre de forma ineficiente”, diz o documento oficial da entidade. A solução? Um gestor inteligente de energia.

A ideia partiu do banco – e de seu BID Lab – é criar um dispositivo de baixo custo que ajude a determinar o uso de energia elétrica em um prédio, identifique as oportunidades, e proponha ações de eficiência energética para os usuários, a partir de informações confiáveis. O dispositivo deverá medir e analisar estes dados de consumo e compará-los com padrões na nuvem e/ou utilizando técnicas avançadas de análise.

Além de medir, o dispositivo deverá informar de forma intuitiva e gráfica/visual se é necessário trocar o ar condicionado ou se as luzes permaneceram acesas sem necessidade, ou se o perfil de consumo do prédio é adequado para instalar painéis solares, entre outros. Também poderá indicar se é necessário alterar o regime tarifário para reduzir a conta de luz.

De acordo com o BID, usando dados de consumo de eletricidade, os gestores de edifícios públicos terão informação útil para mudar o comportamento e atitudes das pessoas quanto ao consumo de energia. “Novas práticas podem gerar ganhos rápidos em eficiência energética, liberando recursos para necessidades mais urgentes”, defende o BID.

O projeto piloto está especialmente dedicado a pequenas empresas e startups, cujas soluções podem necessitar ainda ser testadas, validadas e possivelmente adaptadas para o uso em prédios públicos. Para esta etapa, as soluções serão testadas em três municípios pequenos. Os interessados em participar devem manifestar interesse até o dia 03 de fevereiro.

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