Qual será o impacto do M2M nos data centers?

Da Redação – 10.01.2018 –

Segundo especialista, três impactos diferentes da comunicação máquina a máquinas devem atingir os centros de dados em 2018

Diferentemente dos seres humanos, as máquinas não precisam descansar. Resultado: operação 24 x 7, sem restrições, o que significa que elas podem detectar, analisar e transmitir dados sem parar. E estamos falando de bilhões de máquinas no mundo inteiro. Para Carlos Morrison Fell, diretor de engenharia de aplicações da CommScope para as regiões da América Latina e Caribe, três tipos diferentes de impactos devem acontecer ao longo de 2018 nos data centers, considerando a tecnologia de comunicação máquina a máquina (M2M).

O primeiro deles é a preparação da base para a tecnologia 5G. Todos os dispositivos que precisam se comunicar entre si e com os humanos devem exigir uma enorme quantidade de fibra óptica, principalmente quando se considera que a tecnologia de quinta geração para telefonia móvel deve chegar ao mercado nos próximos 5 a 10 anos. Para ele, há muito a fazer nos bastidores mesmo antes disso. “As redes sem fio precisam de muitos recursos “com fio” para entregar com eficiência o backhaul de fibra no núcleo e na borda”, explica . A densificação de sites (small cells, por exemplo) também é necessária para possibilitar a tecnologia 5G, na avaliação do especialista. “Além disso, veremos vários tipos de soluções de energia no mercado, permitindo que as operadoras operem vários dispositivos na borda da rede de forma econômica”.

redução da latência é o segundo impacto, uma vez que as máquinas podem processar informações de forma quase tão rápida quanto elas as recebem. No data center, as decisões são tomadas de maneira imediata e, para isso, é necessário ter um forte backbone de rede. Esta é uma mudança para os data centers, que eram usados simplesmente como armazenamento de dados. Agora, eles estão informando, analisando e processando informações, e eles precisam fazer tudo isso em tempo real. “A IDC vê a modernização dos data centers como uma das suas principais previsões para 2018, fazendo “uso intenso de análises preditivas para aumentar a precisão e reduzir o tempo de interrupção”, argumenta Fell.

O aumento da densidade e da velocidade fecha o trio. “A implantação de grandes quantidades de fibra é a melhor solução possível, mas nem sempre é viável”, explica o diretor da CommScope. O cenário mais eficiente, segundo ele, é usar fibra de alta densidade desde o início para permitir que a comunicação entre máquinas aconteça rapidamente. A melhor opção, na avalição de Fell, é usar uma plataforma modular de alta velocidade que possa suportar múltiplas gerações de equipamentos.

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