Rede local em fibra óptica é aposta da Fibracem

Redação – 22.03.2021 –

Tecnologia amplia velocidade e distância de conexão e reduz espaço físico dos passivos de rede.

A Rede POL, de Passive Optical LAN é uma mescla da rede PON (Passive Optical Network) e da rede LAN (Local Area Network). Sim, trocando em miúdos é uma rede local em fibra óptica. E isso faz bastante diferença, pois permite a difusão de internet de qualidade à longas distâncias, usando equipamentos que ocupam menores e de maior durabilidade. A definição é da Fibracem, que usou a própria estrutura corporativa para aplicar, testar e referendar a tecnologia para ambientes corporativos.

Rafael Kohiyama, especialista técnico da empresa, confirma que o principal conceito da rede POL é a substituição dos antigos fios de cobre pela fibra óptica. “A substituição dos antigos fios de cobre pela fibra óptica é vantajosa porque, a partir dos splitters (divisores ópticos passivos), é possível aumentar a densidade de atendimento de cada porta PON do equipamento, o tornando ponto-multiponto”, diz. “Com isso, o gerenciamento é centralizado e os antigos e diversos switches de agregação que eram instalados são substituídos por uma OLT GPON (Optical Line Terminal) e pelos terminais de serviço (ONTs – Optical Network Terminal)”, salienta.

Com a modernização, a amplitude de rede de transmissão que era limitada a 100 metros por ponto de acesso com os fios de cobre, passa a atingir até 20 km com a fibra óptica. E sem a necessidade de componentes ativos. “Além disso, por utilizar uma rede de fibra óptica e seguir o protocolo GPON – de 2,5 Gbps e 1,25 Gbps -, a estrutura da empresa estará preparada para os novos protocolos com velocidades ainda mais altas, assim como a inclusão de outros serviços de dados, voz ou vídeo”, diz Kohiyama.

Outra vantagem do cabeamento óptico é que, por ser passivo, ele não precisa de refrigeração ou de alimentação elétrica, resultando em redução de até 30% no consumo de energia, segundo a Fibracem.

Rafael Kohiyama pontua ainda que os acessórios para rede óptica têm menor dimensão em comparação à infraestrutura que abriga os cabos de cobre. Isso melhora a organização da instalação e reduz a quantidade de racks e salas técnicas. “Na rede POL, são necessárias menos quantidades de portas RJ45 de ativos (switchs) e apenas uma única porta PON pode conectar até 128 ONTs, ou seja, 512 portas RJ45”, diz.

Fibracem implanta a própria tecnologia

Para validar a oferta da rede POL, a própria Fibracem a implementou em sua sede no Paraná. “Precisávamos interconectar as diversas áreas dos galpões industriais e fornecer qualidade nos serviços de dados, voz e até mesmo no monitoramento por câmeras. Como as distâncias dos enlaces geralmente ficavam maiores que 100 metros, a fibra foi a melhor opção. Isso porque ela traz benefícios tanto na performance da rede como na questão dimensional quanto na redução do consumo de energia”, diz Kohiyama.

O projeto de rede POL na Fibracem foi caracterizado pela distribuição de diversas CTOs pela fábrica e, a partir de cada uma, foram lançadas as fibras ópticas para atender as estações de trabalho distribuídas pela planta.

A escolha pelo POL proporcionou eliminação dos racks e melhoria na utilização física das áreas, além de redução da densidade de cabos. A solução ainda auxiliou na preparação para telefonia e CFTV 100% IP, na redução do consumo de energia elétrica, na melhoria no desempenho e estabilidade da internet e facilitou o gerenciamento da rede de forma centralizada na OLT.

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