Brasil pode surfar em nova onda do petróleo em 2035

Da Redação – 21.08.2016 –

Estudo que considera os conflitos do Oriente Médio mostra que pode haver cenário positivo aos países que se tornarem autossuficientes em petróleo, água e energia.

A seguradora Zurich desenvolve um estudo anual chamado “Our World Transformed: Geopolitical Shocks and Risks”. É um levantamento realizado em parceria com o Atlantic Council (conselho sobre desafios globais para a comunidade do Atlântico) e que visa indicar riscos globais às nações e grupos de capital. O estudo deste ano avaliou como as implicações geopolíticas, nos conflitos no Oriente Médio que é o principal fornecedor mundial de petróleo atualmente, pode favorecer países como o Brasil, desde que esse mantenha sua tendência de expandir a exploração.

A Rússia, Canadá, China, Estados Unidos e Venezuela também podem se beneficiar desse cenário, que prevê aumento de até 35% no custo do petróleo e gás até 2035.

Além da questão energética, os estudiosos examinaram os riscos crescentes de protecionismo e escassez de recursos como água e alimentos. O aumento da tensão entre China e EUA aumenta o risco de protecionismo, uma escalada que pode reduzir em US$ 18 trilhões o PIB global até 2035. Existe uma interconexão de riscos de falta de recursos como água e energia, na medida em que os sistemas de água exigem muitas vezes fontes de energia para poderem operar.

De acordo com David H. Anderson, vice-presidente executivo e diretor de crétido e política de riscos da Zurich Insurance Group, os cenários apresentados permitem mapear as formas de riscos que têm potencial para gerar crises em grande escala. Eles também mostram riscos isolados, que podem desencadear dezenas de outros. “O estudo esboça possíveis estratégias de gerenciamento de risco, que ajudarão governos e empresas a se prepararem para enfrentar e mitigar as consequências negativas de ameaças”, diz. “

É importante que as empresas e também governos, compreendam as tendências e os cenários a serem observados e assim se preparem para as possíveis consequências de qualquer um desses riscos. Isso deve ajudar os especialistas em riscos a entender melhor o impacto potencial dessas questões geopolíticas sobre seus ativos financeiros e físicos, operações, incluindo cadeias de suprimentos e pessoas”, completa.

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