Sem telecom e TI não haverá cidade inteligente

Renan Torres – 28.08.2020 – 

Um dos pilares das Cidades Inteligentes é a troca de dados eficaz, veloz e confiável, o que vai exigir uma grande demanda por serviços de infraestrutura de Telecom e de TI 

Grandes e pequenas cidades ao redor do mundo estão ficando mais inteligentes. E no Brasil, a história não é diferente. Com a implantação da Transformação Digital que vem ocorrendo nos últimos anos, e que com a chegada da pandemia do coronavírus pode ser acelerada, muitos gestores públicos puderam perceber mais facilmente as vantagens que a tecnologia pode oferecer aos serviços prestados à população. A sinergia dos investimentos em infraestrutura de rede para a construção das Cidades Inteligentes ou Smart Cities já é uma realidade comprovada por diversos países, incluindo o Brasil.

Torres, da Americanet: infovias das cidades inteligentes demandam telecom e TI

De acordo com um estudo realizado pela consultoria Grand View Research, as Cidades Inteligentes ou Smart Cities devem movimentar, mundialmente, US$ 2,57 trilhões em 2025, com um CAGR – taxa de crescimento anual composta de 18,4% no período. No Brasil, as Cidades Digitais também vêm ganhando espaço, onde Campinas, Curitiba e São Paulo são considerados os municípios mais inteligentes do país, segundo o Ranking Connected Smart Cities, elaborado pela consultoria de mercado Urban Systems, em 2019.

A ideia por traz desse conceito reúne a combinação dos esforços coordenados do governo e de outras organizações para aproveitar as novas tecnologias, que irão tornar a administração dos centros urbanos mais eficiente e, assim, melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. Elas utilizam tecnologias avançadas de comunicação e informação para promover um desenvolvimento sustentável e crescimento econômico, a partir de um plano estratégico e um ecossistema de empresas e equipes capacitadas.

Mas, independente de ser aqui ou em qualquer outro país do mundo, para que toda essa inovação vire realidade, é preciso investir em soluções de conectividade e comunicação de ponta. Levando isso em consideração, a pergunta que fica é se essas cidades terão a infraestrutura de rede instalada necessária para implantar novas tecnologias e realmente aproveitá-las. Em razão disso, as operadoras e provedores de soluções de telecomunicações já exercem um papel fundamental a ser desenvolvido na construção desse novo ecossistema.

Com a chegada do 5G no país, as operadoras poderão oferecer serviços mais poderosos e acessíveis aos governos. Um dos pilares das Cidades Inteligentes é a troca de dados eficaz, veloz e confiável. Isso quer dizer que para sustentar essa “infovia”, que irá conectar toda a cidade, teremos uma grande demanda por serviços de infraestrutura de Telecom e de TI para suportar as aplicações, como implantação de torres, cabeamentos, serviços de internet e fibra óptica.

O aproveitamento da capacidade do 5G também ajudará as operadoras a fornecerem conectividade, velocidade e confiabilidade adequadas que cada caso exigirá. A combinação da sua alta banda larga, baixa latência, melhor eficiência energética e processamento de grande número de dispositivos conectados, permitirá que novos serviços sejam criados, especialmente nas áreas de transporte, segurança pública e serviços ao cidadão.

O leque de possibilidades oferecidas pela adoção das Smart Cities é muito abrangente. Por isso, precisamos olhar para o futuro, em ciclos de projetos que melhorem a cada nova tecnologia e investimentos que perdurem por décadas. Nesse processo, as empresas que atuam no mercado de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), principalmente as operadoras de Telecom, serão as responsáveis por tirar os projetos do papel e colocá-los em andamento, garantindo toda base de rede e infraestrutura necessárias, rumo às cidades do futuro.

Renan Torres é diretor comercial da Americanet.

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