Sistema híbrido fornecerá energia a áreas isoladas do Brasil

Da redação – 29.04.2016 – 

Projeto piloto está em fase de testes no quartel general do exército em Brasília, possui capacidade de geração de 125 KW e deve reduzir os custos mensais de energia do local em R$ 30 mil.

Carro elétrica abastecendo no autoposto do quartel general. Foto: divulgação Itaipu
Carro elétrico abastecendo no autoposto do quartel general. Foto: divulgação Itaipu

A Itaipu Nacional e o Exército Brasileiro inauguraram, na última terça-feira (26/04), um projeto-piloto inédito no país voltado à segurança energética. Desenvolvido com o objetivo de abastecer locais isolados do país no futuro, como as áreas de fronteira, o sistema tem capacidade para operar sem conexão com a rede de distribuição elétrica por cerca de duas horas e pode ser abastecido com várias fontes de energia ao mesmo tempo.

Em fase de testes no quartel general do Exército em Brasília, o projeto abastece todos os escritórios e parte do sistema de segurança do local, além de um eletroposto, instalado no quartel. Com isso, a estimativa é que a instituição economize cerca de R$ 30 mil mensais com custos de energia elétrica.

Mesmo sendo híbrido, o sistema instalado contará apenas com o abastecimento de energia solar. Para tanto, foram instalados 360 painéis fotovoltaicos, conectados a seis inversores solares, cuja potência total chega a 90 KW. O número é menor do que a capacidade máxima do projeto pleno, que prevê cerca de 150 KW.

O funcionamento do sistema acontece na medida em que os inversores solares são conectados entre si e a outro inversor principal, chamado de “máster híbrido”. Esse último é ligado à rede elétrica e a um banco de baterias do próprio sistema, permitindo a geração energética. Dessa forma, o inversor máster faz o carregamento das 12 baterias de sódio do sistema enquanto abastece a rede do quartel.

Controlado por um software, o projeto possui duas estratégias de operação: a função de autonomia fornece carga ininterrupta por até duas horas, no caso de falta ou queda de energia na rede elétrica. Já a função de economia, trabalha com o intuito de reduzir os custos, utilizando os módulos solares e a carga das baterias do sistema. Assim, preserva-se reserva suficiente para não comprometer a função de autonomia, uma vez que ambas podem funcionar simultaneamente.

Para o comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, o projeto nasce para tentar resolver um dos grandes gargalos para o desenvolvimento e implantação de sistemas de defesa no Brasil, já que existem dificuldades na área de armazenamento energético. “A iniciativa abre uma perspectiva concreta e de longo prazo para avançarmos”, disse.

Depois dos testes no quartel general de Brasília, o projeto seguirá para o Pelotão Especial de Fronteira (PEF), em Tunuí Cachoeira (AM). A intenção seria melhorar a capacidade de abastecimento para a população da região.

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