Smartphones ou coletores de dados para automatizar a força de campo?

Por Fábio Lopez (*) – 21.06.2016 – 

Artigo discute qual é a escolha mais adequada, destacando que equipamentos mais robustos, caso dos coletores de dados com tecnologia 3G ou 4G, são mais recomendados devido à maior resistência e ciclo de vida.

Fabio Lopez, da Datalogic ADC para o Brasil
Fabio Lopez, da Datalogic

Estar atento para aproveitar oportunidades de otimizar operações, reduzindo perdas e aumentando rendimento, deve fazer parte da estratégia de qualquer negócio que busca se manter forte no mercado. Mas, tão importante quanto traçar um plano de ação bem definido, é escolher as soluções certas para que a execução seja um sucesso, evitando custos inesperados.

Automatizar a força de vendas e serviços de campo é um dos métodos mais eficientes para diminuir erros e retrabalhos no atendimento em campo e garantir aumento na qualidade de serviço e relação com o cliente, mas exige atenção redobrada na hora da execução – a escolha de smartphones pode apresentar um menor investimento inicial, mas em longo prazo podem trazer prejuízos inesperados.

Melhor nível de produtividade e aproximação com o cliente são apenas algumas das vantagens de se ter a força de vendas e serviços de campo automatizados, equipando funcionários com dispositivos com acesso a internet para que, quando estiverem atendendo os clientes, possam registrar as operações e retirar pedidos de forma eficiente e conectada.

Este tipo de estratégia evita erros e confere agilidade aos vendedores que, equipados com as soluções, enviam informações precisas sobre o pedido direto para a central e, com acesso ao estoque e histórico dos clientes, podem realizar uma venda mais consultiva, sabendo quais produtos recomendar e a quantidade, abrindo margem para um aumento significativo nas vendas.

Coletores de dados robustos e com acesso à internet garantem que a automação da força de vendas seja realizada de forma eficiente ao fornecer produtos desenvolvidos especialmente para este tipo de aplicação. Porém, algumas empresas ainda adotam smartphones para suas atividades de campo devido ao menor custo inicial, sem considerar as implicações de longo prazo da escolha. Por isso, destacamos quatro pontos que devem ser analisados na hora de escolher o equipamento certo para a operação:

Ciclo de Vida – Com grande variedade de produtos e atualizações de software recorrentes, os smartphones têm em geral um ciclo de vida de pouco mais de um ano. Já um coletor de dados é feito para ficar em linha por mais de cinco anos, evitando novos gastos nas operações. Isso evita que o cliente possua diversos modelos distintos de equipamentos em sua base instalada, que pode gerar dificuldades no gerenciamento dos dispositivos e necessitar atualização frequente da aplicação.

Disponibilidade – Desenvolvidos para serem aparelhos de uso pessoal, smartphones são mais frágeis do que aplicações voltadas diretamente para empresas. Além de sofrerem avarias com maior facilidade, o tempo de conserto pode variar de alguns dias até meses, apresentando risco de atraso para as operações. Coletores de dados apresentam maior disponibilidade, pois são desenvolvidos para serem mais resistentes ao uso diário intensivo da operação, quedas, contato com a água e até longos períodos de exposição ao sol.

Bateria – Em uso constante durante o dia, com a aplicação de 3G ou 4G sempre em uso, um smartphone precisa ser recarregado diversas vezes durante o dia, abrindo margens para eventualidades em que o aparelho desligue durante as operações. Coletores de dados apresentam baterias de ciclos maiores e, em alguns casos, acompanham baterias extras, que podem substituir as descarregadas sem perda de tempo no processo.

Risco de Furto – Mais visados, smartphones estão entre os aparelhos mais furtados. Segundo dados da empresa de segurança Bem Mais Seguro, mais de 60 celulares foram roubados por hora no primeiro semestre de 2015 apenas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Qualquer descuido da força de vendas pode representar um risco de perder o aparelho e atrasar as operações do dia, risco consideravelmente menor para coletores de dados, que são muito menos visados.

*Fábio Lopez é diretor de vendas da Datalogic ADC para Brasil e Sul da América Latina.

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