Telefônica registra o maior crescimento de faturamento dos últimos três anos

Redação – 04.11.2019 –

Receitas de serviços móvel, aparelhos e banda larga de alta velocidade impulsionaram aumento de 2,6% na receita líquida no trimestre

A Telefônica Brasil registrou o seu maior crescimento dos últimos três anos entre julho e setembro. O resultado foi um aumento de 2,6% em sua receita líquida nos primeiros nove meses em relação ao mesmo período do ano passado. O movimento é puxado pelos serviços telefonia móvel – a empresa é dona da marca Vivo – e dos serviços de banda larga de alta velocidade. Em valores, o lucro líquido recorrente foi de R$3,9 bilhões, mas o lucro líquido contábil reportado sofreu uma redução de 50% em função de ajustes em relação a decisões de 2018.

De janeiro a setembro, o foco dos investimentos de R$ 6,5 bilhões – aumento de 6,7% quando comparado ao mesmo período do ano passado – foi dedicado à expansão da rede FTTH (fibra), que chegou a 33 novas cidades no período, e na ampliação da cobertura e capacidade da rede 4.5G, em 1.096 municípios. No trimestre, o investimento ficou em R$ 2,4 bilhões, um aumento de 1,6% em relação ao igual trimestre anterior.

Segundo o presidente-executivo da Vivo, Christian Gebara, as iniciativas são pautadas pelo compromisso com a digitalização da sociedade, oferecendo as melhores tecnologias de conexão móvel e fixa. “Já levamos o Vivo Fibra para 154 cidades, 33 somente ao longo deste ano, garantindo uma experiência única de conectividade. Na móvel, apresentamos melhora de tendência no pré-pago, seguimos na liderança no segmento pós-pago, e estamos avançamos cada vez mais com a tecnologia 4.5G por todo o Brasil”, complementa.

Dados da operadora indicam que ela continua na liderança dos serviços móveis, com participação de mercado de 32,3% –  registrada em agosto de 2019 – 7,5 pontos percentuais acima do segundo colocado. A base de acessos pós-pagos cresceu 7,3% no período e representa 57,3% dos acessos móveis, mantendo a liderança deste mercado com share de 39,8%, registrado em agosto de 2019. Na tecnologia 4G a Vivo também segue líder, com 31,4% de share, mantendo a qualidade da base de clientes e estratégia da empresa centrada em dados e serviços digitais.

No mercado de Machine-to-Machine (M2M), a base de acessos segue em forte expansão e atingiu 9,5 milhões de clientes em setembro de 2019, representando um crescimento de 24,1% quando comparado ao ano anterior. A Vivo segue como líder neste negócio, com 41,0% de market share, registrado em agosto deste ano.

No segmento fixo, a companhia apresentou queda de 3,9% na receita líquida no terceiro trimestre, impactada pela queda nas receitas de voz, devido à maturidade do serviço, mas parcialmente compensada pela evolução positiva da receita de banda larga, que a cada trimestre ganha maior participação sobre o total. A receita de banda larga cresceu 7,5% no trimestre, impulsionada pela receita de FTTH, que já representa 37,1% de toda a receita do segmento e cresceu 44,5% quando comparado ao igual período do ano anterior.

A evolução reflete a estratégia da companhia de aumentar a base e a migração de clientes para velocidades mais altas, expandindo os acessos em fibra, que apresentou crescimento de 34,0% no trimestre, com 2,3 milhões de acessos. Tal estratégia impacta diretamente a receita média por cliente (ARPU) de banda larga, que cresceu 11,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, além do acelerado processo de expansão do Vivo Fibra para 12 novas cidades durante o terceiro trimestre. No ano, entre janeiro e setembro, foram 33 municípios.

A receita de TV por assinatura apresentou queda de 8,0% durante o trimestre, e redução de 13,6% nos acessos – provocada pela estratégia da Companhia de cessar a comercialização de DTH. Por outro lado, no IPTV (TV por fibra), cuja receita expandiu 26,1% comparada ao mesmo período do ano anterior, a evolução de acessos foi positiva, com crescimento de 27,0% no terceiro trimestre, refletindo no ARPU de TV, com alta de 4,3%.

A Receita de Dados Corporativos e TI apresentou alta de 12,9% no período, beneficiada pelo forte desempenho das receitas de novos serviços, como dados, cloud computing, outros serviços de TI e vendas de equipamentos, impulsionando o segmento B2B como um dos principais parceiros no processo de transformação digital das empresas.

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