Vendas de cimento já são 10% maiores neste ano

Redação – 10.11.2020 –

Mercado imobiliário está aquecido e é um dos responsáveis pelas compras do insumo, avalia Snic.

Em outubro, foram comercializadas 6 milhões de toneladas de cimento no Brasil. Isto representa crescimento de 14,5% em relação ao mesmo mês de 2019. No acumulado do ano (janeiro a outubro), os dados também são positivos, alcançando 50,5 milhões de toneladas, ou 10,1% sobre o mesmo período do ano anterior.

Para o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic), as obras de reforma (autoconstrução) e o aumento dos lançamentos imobiliários são as principais razões para o bom desempenho relatado. “Atualmente, a construção residencial, comercial e as reformas que compreendem estes dois setores, correspondem por cerca de 80% do consumo de cimento no país e alavancaram as vendas do insumo no mercado interno”, informa a instituição.

Mesmo com uma crise que assola diversos segmentos da economia, o mercado imobiliário vive um de seus melhores períodos desde 2014, ano do início da crise da construção civil. Com a queda da taxa de juros, no menor patamar histórico, a simplificação e desburocratização e novas linhas de crédito para comprar um imóvel ficou mais atrativo. Os brasileiros que podem, portanto, buscam imóveis maiores e estão dispostos a se afastar dos escritórios graças à opção do trabalho remoto. “Acreditamos que o bom desempenho do setor deve continuar, mas a médio prazo ainda contamos com um horizonte de incertezas. O aumento das vendas de imóveis residenciais em patamares surpreendentes sustenta o desempenho do setor de cimento, mas impõe cautela para o futuro. É fundamental que haja geração de renda e emprego, a continuidade dos lançamentos imobiliários, a manutenção do ritmo das obras e da atividade econômica que manterão o fôlego do auto construtor e a confiança do empreendedor. Por outro lado, a infraestrutura continua sendo uma atividade de extrema importância para a indústria do cimento, mas ainda permanece com uma performance abaixo do necessário”, diz Paulo Camillo Penna, presidente do Snic.

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