Vivo e Esalq-USP criam projeto de fazenda 4.0 no interior de São Paulo com rede 4G e LPWA

Redação – 14.10.2019 –

Iniciativa envolve solução meteorológica integrada a sistema de irrigação e lisímetro fornecendo dados agrícolas para toda a região, usando redes 4G e LPWA

Um modelo de fazendo 4.0, integrando dados em tempo real, é objetivo da parceria entre a operadora de telecomunicações Vivo e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. A meta é ter uma operação rural conectada reduzindo falhas decorrentes de erros humanos, e ao mesmo tempo aumentar a produtividade. Nesse último caso, o processo envolve o cultivo em condições ideais de disponibilidade hídrica, redução de custos e diminuição de impactos ambientais otimizando o uso de água e energia. Como? Recebendo dados em tempo real das operações em campo.

O piloto do projeto chamado de Fazenda Conectada, vai ser ativado em Piracicaba, interior de São Paulo, numa área de 100 mil m² (10 ha). Nela, a Vivo viabilizou, por meio de uma rede 4G aliada a uma solução de estação meteorológica da Ativa Soluções – parte do portfólio do ecossistema digital que ela como operadora vem construindo nos últimos anos. Com isso, a conexão vai cobrir, por exemplo, 100% do sistema de irrigação da fazenda. A infraestrutura sem fio será complementada por outra rede, a LPWA, de Internet das Coisas (IoT), fechando o circuito.

A área da Fazenda Conectada já contava com sistema de irrigação, com um pivô central para cultivo de milho, cana-de-açúcar e soja, e um lisímetro (instrumento utilizado na medição da evapotranspiração). A ideia do projeto foi automatizar todo este ecossistema com conectividade e solução baseada em Internet das Coisas: a estação meteorológica faz a coleta de todos indicadores atmosféricos – e em tempo real – da região.

Projeto envolve startup da área de agroindústria especializada em IoT

Essas informações são complementares, além de estratégicas, aos dados do lisímetro, que determinam a quantidade de água consumida pela cultura agrícola naquelas condições. “Neste processo, a conectividade da estação meteorológica torna-se essencial. Caso lisímetro indique que a água facilmente disponível no solo esteja no final – isso associado a uma previsão de tempo seco -, automaticamente o pivô central será acionado para liberar exatamente a quantidade de água necessária para aquela cultura” afirma o Head de Marketing e Produtos IoT/Big Data B2B da Vivo, Diego Aguiar.

Já o desenvolvimento da estação meteorológica conectada, também oferecida pelo Vivo, foi feito pela Ativa Soluções, uma das seis startups escolhidas no início do ano para compor o Agro IoT Lab – iniciativa entre Vivo, Raízen, Esalq-USP e Ericsson para fomentar o desenvolvimento de aplicações para o campo com base em Internet das Coisas.

A solução é dedicada à coleta, armazenamento, processamento e transmissão de dados de todos os sensores conectados à estação, podendo medir: chuva, velocidade e direção do vento, radiação solar, temperatura e umidade relativa do ar, umidade do solo, e pressão atmosférica. Nível e vazão de rios e lagos além de qualidade do ar e água também podem ser medidos por esse tipo de estação. Os agricultores da região terão acesso a todas essas informações em tempo real e em qualquer lugar, viabilizando a tomada de decisão de forma rápida, mitigando riscos e aumentando a produtividade na fazenda em toda a região de Piracicaba.

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