O conceito de AioT — fusão entre Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) — tem se consolidado como pilar para a transformação digital urbana, afirma Lucas Kubaski (foto acima), diretor de Produtos, Soluções e Marketing da Dahua Technology do Brasil. Dados da IDC apontam que, até 2026, mais de 55% das cidades globais terão investido em soluções do tipo integradas para gestão de infraestrutura e serviços públicos, impulsionadas pela necessidade de automação e resiliência urbana.
Para Kubaski, a lógica é simples: sensores sozinhos geram apenas registros, mas quando analisados por IA em tempo real, esses dados ganham contexto, revelam padrões e permitem ação proativa. “A IoT observa. A IA interpreta. E juntas, essas tecnologias formam um “sistema nervoso digital” que torna a cidade capaz de responder com inteligência ao que acontece em seu território”, diz ele em artigo.
Segundo ele, a tecnologia AioT está permitindo avanços significativos em áreas como segurança, mobilidade, gestão ambiental e prevenção de riscos. Exemplos como a detecção de comportamentos atípicos por câmeras inteligentes; ajustes dinâmicos no transporte com base em padrões de fluxo (como tempo de semáforos fechados); e sensores que antecipam eventos climáticos extremos demonstram como a tecnologia pode antecipar necessidades imediatas da população.
Privacidade surge como desafio para a AioT
No entanto, esse avanço exige responsabilidade. O especialista destaca que privacidade, segurança da informação e uso ético dos dados devem estar no centro do debate — principalmente em um contexto no qual algoritmos influenciam decisões públicas. “O desafio é aumentar a confiança na tecnologia, garantindo que a AioT seja percebida como uma ferramenta de inclusão e não de controle.”
“No fim, cidades inteligentes não são aquelas que apenas adotam tecnologia, mas sim as que aprendem a melhor forma de potencializar os recursos. E a ferramenta AioT é o caminho mais promissor para construir ambientes urbanos que se adaptam, protegem e evoluem — com as pessoas no centro de tudo”, encerra ele.


