Brasil ganha destaque no Future Minerals Forum 2026

GIN Capital articula presença brasileira no principal fórum global sobre mineração, energia e segurança das cadeias produtivas, conectando projetos nacionais a capital soberano e investidores internacionais

Por Redação

em 13 de Janeiro de 2026

O Future Minerals Forum (FMF) 2026, que começa hoje (13/01) e vai até quinta-feira (15/01) em Riade, na Arábia Saudita, é um dos principais eventos internacionais de articulação entre governos, empresas, investidores e organismos multilaterais em torno do futuro da mineração, dos minerais críticos e da segurança das cadeias globais de suprimento. De olha na conjuntura geopolítica atual, a participação da GIN Capital, plataforma global de investimentos e articulação institucional, ocorre em um contexto de crescente protagonismo brasileiro no fórum.

A empresa destaca os atributos do País no cenário internacional: escala mineral, uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e capacidade real de estruturar cadeias industriais competitivas. Como afirma Carlo Pereira, CEO da GIN Capital, “o Future Minerals Forum é o espaço onde essas vantagens se conectam diretamente ao capital global e às decisões geopolíticas que estão redesenhando as cadeias produtivas”.

Na edição anterior, realizada em 2025, o FMF contou com a presença de mais de 100 representantes brasileiros, entre executivos de grandes empresas e autoridades governamentais, consolidando o Brasil como uma das delegações mais relevantes do evento. Para 2026, a expectativa é de uma delegação novamente robusta, com a presença do governo brasileiro e de empresas estratégicas dos setores de mineração, energia, siderurgia e infraestrutura, refletindo o peso do país no debate global sobre minerais críticos e transição energética.

Criado e liderado pelo governo da Arábia Saudita, o Future Minerals Forum consolidou-se como um fórum governamental de alto nível, reunindo ministros de mineração, energia, indústria e finanças, CEOs das maiores mineradoras globais e investidores institucionais. A edição de 2026, com o tema “O alvorecer de uma causa global”, será marcada por discussões sobre segurança mineral e industrial, minerais essenciais para eletrificação, inteligência artificial e transição energética, além do financiamento de novos corredores minerais e da agregação de valor em países produtores.

GIN Capital traça estratégia para a Future Minerals Forum 2026

Nesse cenário, a GIN Capital quer atuar como uma ponte entre o Brasil e os principais centros globais de capital e decisão. Durante o FMF 2026, a empresa participará de agendas institucionais, encontros bilaterais e fóruns de liderança, conectando projetos brasileiros — públicos e privados — a fundos soberanos, investidores estratégicos e grandes grupos industriais do Oriente Médio, Europa, Estados Unidos e Ásia.

O interesse internacional pelo Brasil é sustentado por fundamentos sólidos. O país concentra cerca de 19% das reservas globais de terras raras, essenciais para turbinas eólicas, veículos elétricos e aplicações de defesa, além de aproximadamente 74 milhões de toneladas de grafita, insumo chave para baterias e sistemas de armazenamento de energia. Soma-se a isso sua posição de destaque em manganês e níquel, o avanço acelerado da produção de lítio — especialmente no Vale do Jequitinhonha — e uma matriz elétrica majoritariamente renovável, fator decisivo para a produção de minerais com menor intensidade de carbono.

Esse reposicionamento internacional ocorre em paralelo ao avanço do debate regulatório no Brasil. Ganha relevância o projeto de lei sobre minerais estratégicos em discussão no Congresso Nacional, relatado pelo deputado Arnaldo Jardim, que busca criar um marco legal mais moderno, previsível e alinhado às exigências globais de governança, segurança jurídica e atração de investimentos. Para investidores internacionais, o avanço desse marco é visto como essencial para destravar projetos e ampliar a competitividade do país.

“O debate global deixou de ser apenas sobre oferta de minério. Hoje falamos de previsibilidade, governança, descarbonização e alinhamento geopolítico”, reforça Carlo Pereira. “O Brasil tem condições reais de se posicionar como um dos fornecedores mais confiáveis do mundo, e o FMF é o palco onde essa ambição ganha forma concreta.”

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