Cemig investe em digitalização e tecnologias sustentáveis

Companhia de energia de Minas está se preparando para adotar novo sistema de gestão de redes, além de implementar novos transformadores que usam óleo vegetal

Por Redação

em 27 de Abril de 2026

A Cemig pretende concluir ainda este ano a implantação do ADMS (Advanced Distribution Management System), plataforma de gestão de redes elétricas, em mais um passo para sua digitalização. Com investimento superior a R$ 100 milhões, o sistema permitirá monitoramento, análise e controle em tempo real de toda a rede de distribuição da companhia, além de integrar de forma inteligente as fontes renováveis e descentralizadas conectadas ao sistema elétrico de Minas Gerais.

A plataforma trará funcionalidades avançadas, como automação da recomposição do sistema, simulação de cenários operativos e gerenciamento dinâmico de tensão e carga, reduzindo o tempo de restabelecimento da energia e elevando a confiabilidade da rede. Além disso, o ADMS consolida em uma única aplicação diferentes sistemas utilizados pela companhia, como o SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) e as plataformas de gerenciamento de interrupções e atendimento, que integrará o Centro de Operação da Distribuição (COD)

Infraestrutura inteligente para digitalização da Cemig

Em paralelo ao ADMS, a Cemig vem ampliando a digitalização de sua rede de distribuição com a implantação massiva de medidores inteligentes e religadores automatizados. Até 2026, a empresa prevê 1,5 milhão de medidores inteligentes em operação — um salto em relação aos cerca de 400 mil já instalados. Esses equipamentos permitem leituras em tempo real, análises detalhadas de consumo e maior transparência na relação com o cliente.

Outro pilar do projeto é a instalação de 3,6 mil religadores automatizados, que permitirão a recomposição da rede de forma remota e mais ágil. A adoção dessa tecnologia reduz significativamente os indicadores de continuidade (DEC e FEC) e aumenta a resiliência da rede frente a eventos climáticos.

Investimento em transformadores a óleo vegetal

A Cemig também investiu R$ 165 milhões na instalação de 17,2 mil transformadores que utilizam óleo isolante de origem vegetal, renovável e biodegradável, em substituição ao óleo mineral usado nos transformadores tradicionais. Segundo a companhia, já são “dezenas de milhares” de transformadores do tipo em sua área de concessão e avança na substituição dos antigos equipamentos à base de óleo mineral pelos novos modelos. A companhia já trabalha com a meta de adquirir apenas tecnologias sustentáveis para sua rede de distribuição.

Além do benefício ambiental, os transformadores verdes apresentam vantagens técnicas significativas. O óleo vegetal garante maior estabilidade térmica, maior capacidade de refrigeração, menor impacto ambiental e também um risco muito menor de incêndio. Isso ocorre porque o fluido vegetal tem um ponto de fulgor mais elevado, que é a menor temperatura na qual um líquido libera vapores capazes de formar uma mistura inflamável com o ar. Quanto maior esse ponto, menor o risco de ignição.

Nos transformadores verdes, o óleo vegetal apresenta ponto de fulgor acima de 300 °C, enquanto o óleo mineral utilizado em equipamentos convencionais fica na faixa de 140 °C a 160 °C. Essa diferença faz com que os transformadores sustentáveis sejam classificados como menos inflamáveis, sendo recomendados para áreas com grande circulação de pessoas, centros urbanos, edifícios, indústrias e locais com requisitos rigorosos de segurança.

    Os assuntos mais relevantes diretamente no seu e-mail

    Increva-se na nossa newsletter e receba nossos conteúdos semanalemnte

    Aceito receber a newsletter por email