O setor brasileiro de construção gerou 38.316 novos empregos em março de 2026, um acréscimo de 1,27% em relação ao número de empregados no setor em fevereiro. Já são 120,5 mil vagas abertas no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 4,10% em comparação com o ano anterior e de 3,54% no acumulado dos últimos 12 meses, com 104,8 mil vagas abertas. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Ao final de março, a construção empregava 3,063 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país, de acordo com o Novo Caged. A construção foi o segundo setor da economia que mais abriu vagas em março, atrás dos serviços (+152.391), e na frente da indústria (+28.336) e do comércio (+27.267). A agropecuária fechou 18.096 postos de trabalho com carteira assinada.
Nas atividades imobiliárias do setor de serviços (incorporação imobiliária), foram abertos 1.168 empregos em março – variação de 0,56% em relação a fevereiro. No trimestre, foram 2.283 (+1,10%) e no acumulado de 12 meses, 6.920 (+0,64%).
SindusCon-SP mostra pessimismo com fim da escala 6×1
Apesar dos números positivos, o Sindicato da Construção de São Paulo (SindusCon-SP) freia o otimismo. De acordo com seu presidente, Yorki Estefan, as contratações no primeiro trimestre repuseram cerca de 90% das vagas fechadas na construção no último trimestre de 2025, mas é provável que o ritmo de novas contratações diminua consideravelmente nos próximos meses.
O pessimismo é motivado pelo aumento do custo da construção por conta elevações — algumas exorbitantes, diz ele — de preços de fornecedores. Ele também critica a campanha pela redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, e aponta para um aumento de mais 20% com a possível aprovação do projeto.
Empregos na construção por estados em março de 2026
A indústria da construção no Estado de São Paulo criou 9.595 empregos em março. Além de São Paulo, os Estados que mais geraram empregos no setor no mês foram Minas Gerais (+4.176), Rio de Janeiro (+4.093), Bahia (+2.831), Santa Catarina (+2.769), Pernambuco (+2.489), Paraná (+1.591), Goiás (+1.556), Mato Grosso (1.119) e Alagoas (1.044).


