O governo de Minas Gerais fez dois anúncios recentemente que, juntos, prometem investir R$ 1,4 bilhão em obras rodoviárias ao longo dos próximos cinco anos. Os recursos viriam da desestatização da Copasa, estatal de saneamento do estado, que deve ser privatizada com a venda de ações — como foi feito com a Sabesp.
Os anúncios foram feitos em duas etapas. A primeira foi na última quinta-feira (21/5), quando foram anunciados R$ 850 milhões em pacote de obras rodoviárias para a região do Vale do Mucuri. As rodovias do Sul de Minas também serão beneficiadas com investimentos de R$ 550 milhões, como anunciado no sábado (23/5).
Vale do Mucuri
O plano do governo estadual é dividir o investimento de R$ 850 milhões em cinco anos, sendo R$ 150 milhões por ano. A expectativa é de que os recursos sejam empregados da seguinte forma:
- 2026: Reparação de pontos críticos na MG-406/MG-205, no trecho entre Palmópolis e Rio do Prado e na ponte sobre o Ribeirão Ferreira, com investimento estimado em R$ 4,6 milhões. No mesmo período, estão programados investimentos de R$ 95,4 milhões em serviços de microrrevestimentos em 11 trechos e R$ 24,4 milhões destinados à elaboração de oito projetos de pavimentação e uma ponte entre Almenara e Jacinto.
- 2027: Obras na MG-412, no trecho entre Ataléia e a divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo, abrangendo aproximadamente 19 quilômetros, com investimento estimado em R$ 95 milhões. Também está programada a intervenção na MG-406, entre os municípios de Almenara e Pedra Azul, contemplando cerca de 35 quilômetros, com valor estimado em R$ 175 milhões.
- 2028: Obras na MG-105, no trecho entre Pavão e Carlos Chagas, totalizando aproximadamente 70 quilômetros de extensão e investimento estimado em R$ 245 milhões.
- 2029: Início de obras na LMG-678, no trecho entre Araçuaí e Novo Cruzeiro, abrangendo cerca de 87 quilômetros, com investimento previsto de R$ 304 milhões. Além disso, está prevista a recuperação da MGC-342, no trecho entre Teófilo Otoni, Frei Gaspar e Ouro Verde de Minas, contemplando aproximadamente 45 quilômetros, com investimento estimado em R$ 38,3 milhões.
A soma total desses projetos, no entanto, resulta em um valor acima do anunciado e chega a R$ 981,7 milhões. O governo estadual não deixou claro de onde viriam os recursos a mais.
Sul de Minas
Na região, os recursos serão investidos principalmente em um projeto de recuperação de rodovia — considerado o maior de Minas Gerais — que abrange a MGC-267 entre Caxambu e a BR-381, com custo de aproximadamente R$ 415 milhões.
O governo estadual detalhou da seguinte forma investimentos de R$ 100 milhões para 2026:
- Recuperação da AMG-1010 de Três Corações até a BR-381;
- recuperação de 16 quilômetros da LMG-868 de São Tomé das Letras até o entroncamento para Três Corações;
- MG-167 de Varginha a Três Pontas;
- LMG-862 de São Bento Abade a Três Corações;
- MG-158 do entroncamento da BR-354 até a divisa com São Paulo;
- Sete quilômetros de recuperação da LMG-881 de Itamonte a Alagoa.
Além das ordens de serviços para início das obras, os recursos para este ano contemplam a elaboração de três projetos, são eles:
- MG-451 ligação de Carrancas a Minduri, uma obra de 45 quilômetros;
- recuperação da MGC-267 de Monsenhor Paulo até a BR-381;
- criação de um convênio com a Prefeitura de Três Corações para tratar da ligação de Três Corações a um hospital da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e uma variante da Fundação até a BR-381.


