Um grupo de empresas mineiras, incluindo a Energia Livre Cemig, a Gasmig, o Grupo SADA e a Logás, uniram forças para implantar um modelo de transporte rodoviário de cargas com baixa emissão de carbono. O projeto integra 21 caminhões movidos a Gás Natural Veicular (GNV) do Grupo SADA com uma infraestrutura de abastecimento por gasoduto da Logás suprida pela Gasmig. Já a Energia Livre Cemig entra com o fornecimento de energia elétrica renovável e certificada para garantir as operações de todas essa estrutura.
Iniciativa visa diminuir emissões do Grupo SADA
A ação é um passo para diminuir as emissões do transporte rodoviário, que responde por cerca de 25% das emissões de CO₂ do setor de transportes no País e possui mais de 90% da frota pesada movida a diesel. O projeto consolida o Programa de Descarbonização de Frota Pesada do Grupo SADA, iniciado em 2024, e demonstra que já existem alternativas economicamente viáveis para reduzir emissões sem comprometer a eficiência operacional do transporte de cargas.
A solução reduz emissões não apenas na utilização dos veículos, mas também nos processos de compressão e abastecimento do combustível, ampliando os ganhos ambientais em toda a cadeia logística. Outro diferencial é que o abastecimento do posto ocorre por meio de gasoduto, eliminando a necessidade de transporte do combustível por caminhões-tanque e reduzindo ainda mais a pegada de carbono da operação.
Caminho para a transição energética
Segundo a Cemig, ao combinar gás natural, infraestrutura eficiente e energia renovável certificada, é possível criar um modelo capaz de gerar ganhos ambientais imediatos e contribuir para uma logística mais sustentável. Como reconhecimento pelas práticas adotadas, a unidade recebeu o Selo Posto GNV Sustentável.
Para o diretor técnico-comercial da Gasmig, Rodrigo Pazzini, a iniciativa demonstra que a descarbonização do transporte pesado já pode ser colocada em prática com tecnologias disponíveis no mercado. Ele diz que a transição energética precisa passar pelo setor de transportes e o gás natural já oferece uma alternativa competitiva para redução de emissões. “F uturamente, essa infraestrutura também estará preparada para ampliar o uso do biometano, combustível renovável produzido a partir de resíduos agroindustriais”, destaca.


