Piauí Níquel consegue financiamento de R$ 100 mi do BNDES

Com recursos do BNDES Máquinas e Serviços, a Piauí Níquel Metais S/A vai adquirir máquinas e equipamentos para processar minerais críticos, posicionando o país como player altamente competitivo

Por Redação

em 16 de Julho de 2026
Planta piloto da Brazilian Nickel – Piauí Níquel Metais S/A – em Capitão Gervásio de Oliveira (PI). Foto: Brazilian Nickel/ Divulgação.

A Piauí Níquel Metais S/A vai receber financiamento de R$ 100 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a produção de precipitados de níquel e cobalto de alta pureza em Capitão Gervásio Oliveira (PI). Os recursos serão usados para a aquisição de máquinas, equipamentos e serviços industriais para apoiar a produção de minérios essenciais para transição energética, usados em veículos elétricos e energia sustentável, além da indústria aeroespacial, entre outros setores.

Com recursos do BNDES Máquinas e Serviços, a empresa poderá adquirir máquinas, equipamentos, sistemas industriais, componentes, bens de informática e automação produzidos no Brasil, além de serviços nacionais. Equipamentos importados poderão ser financiados quando não houver similar nacional.

O plano de negócio da empresa foi um dos projetos selecionados pela Chamada Pública para Investimentos em Transformação de Minerais Estratégicos, lançada pelo BNDES e pela Finep em 2025. Segundo a mineradora, o investimento é um movimento estratégico para posicionar a empresa e o Brasil no mercado de minerais críticos. Ela defende que o mercado global precisa diversificar suas cadeias de suprimentos e que o Projeto Piauí Níquel vai posicionar o País como um fornecedor global altamente competitivo e responsável.

Produção da Piauí Níquel deve começar em 2028

Subsidiária integral da companhia Brazilian Nickel Limited, a Piauí Níquel foi criada no Brasil para produzir precipitados de níquel e cobalto de alta pureza, adequados para indústrias de alto valor agregado. O principal produto comercializado pela empresa é o Precipitado de Hidróxido Misto (MHP).

O projeto em desenvolvimento no Brasil prevê capacidade de produção de 27 mil toneladas de níquel e 900 toneladas de cobalto por ano, com início da produção em 2028. Na fase operacional, prevista para 2029, o minério passará por um processo de purificação e precipitação direta, fazendo com que o níquel e o cobalto decantem juntos na forma de um sólido úmido que é o MHP (teor médio entre 48% e 50% de níquel e 2% de cobalto), que será comercializado em mercados globais.

Para que serve o MHP

O MHP a ser vendido é um intermediário que pode ser usado na produção de componentes de níquel para baterias de íons de lítio (Li-ion) para veículos elétricos ou como matéria-prima em usos tradicionais do níquel, como em aços inoxidáveis e outras ligas.

O processo baseado na lixiviação em pilhas, se destaca como tecnologia de baixo carbono para processamento do minério, assegurando melhor aproveitamento de recursos e baixo impacto ambiental. Este processo tem como características elevada recirculação de água, baixa intensidade energética, redução de emissões e de geração de resíduos sólidos, dispensando o uso de barragens de rejeitos.

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