A JiveMauá, gestora de investimentos alternativos, passou a deter 80% do capital da Rota Verde Goiás após obter a aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para conclusão da operação. O movimento marca a entrada da empresa na gestão de infraestrutura e representa o desfecho de uma estratégia iniciada quando estruturou essa operação como credora, por meio do Fundo IV de Distressed & Special Situations.
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A Rota Verde Goiás opera trechos das rodovias BR-060 e BR-452, em um dos principais corredores logísticos e de escoamento agrícola do País. Com contrato de concessão de 30 anos e faturamento anual na ordem de R$ 500 milhões, a concessionária está posicionada em uma região que concentra importantes vetores de crescimento econômico e expansão da produção agroindustrial.
Estratégia lenta e gradual para entrar no setor
A tese teve início quando a JiveMauá identificou a oportunidade de investir em um ativo estratégico para a infraestrutura logística brasileira, em uma situação que demandava uma engenharia financeira e reorganização societária complexa. Ao longo do processo, a gestora estruturou uma solução de capital para a Rota Verde e seus então acionistas, atuou ativamente na conclusão dos investimentos e obrigações previstos no contrato de concessão, viabilizou o início da arrecadação de pedágio e, por fim, converteu sua posição credora em posição acionária de controle. A Azevedo & Travessos deixa integralmente a estrutura societária da concessionária.
A operação amplia a atuação da JiveMauá em infraestrutura, segmento no qual já possui presença relevante por meio da estratégia de crédito privado e seus fundos listados com exposição ao setor, incluindo a família BossaNova e o JMBI11. A entrada em investimentos de equity em infraestrutura inaugura uma nova frente de atuação da gestora.
Por que a Rota Verde?
Segundo Diego Fonseca, sócio CFO e COO da JiveMauá, a Rota Verde reúne atributos importantes para um investimento desse porte: ativo estratégico em região de crescimento acelerado do PIB, com geração de receita recorrente em um contrato de longo prazo para geração de caixa ao longo do ciclo. Outro ponto importante é que a ANTT também autorizou o início da cobrança de pedágio no modelo free flow, sistema eletrônico sem praças físicas de parada que realiza a leitura automática de tags ou placas dos veículos.
Ele ainda diz que a infraestrutura é um dos setores mais promissores do Brasil, pela enorme demanda por capital privado e inúmeras oportunidades de projetos disponíveis para investimentos. “A Rota Verde marca nosso ingresso nos investimentos em participação direta em ativos de infraestrutura e nos possibilitará expandir a atuação nessa área, trazendo novas oportunidades de investimento para nossos investidores em fundos dedicados para infraestrutura.”
Com a concessão operacional, arrecadando e sob novo controle societário, a JiveMauá inicia uma fase de desenvolvimento do ativo, com a contratação dos financiamentos necessários para implementação do plano de CAPEX para os próximos anos.


