MRN apresenta modelo de recuperação florestal em fórum do Ibama

Com resultados que aproximam as áreas restauradas das condições da floresta, empresa compartilha experiência em restauração ecológica e integração das comunidades

Por Redação

em 21 de Julho de 2026
Representando a equipe de Licenciamento e Controles Ambientais, participaram do evento Talita Bezerra, Jocenildo Marinho, Ana Paula Farias e Ronaldo Carneiro. Também esteve presente Daniel Maciel, gerente-geral de Relacionamento Institucional e Jurídico (foto: divulgação).

A Mineração Rio do Norte (MRN) compartilhou os resultados do modelo de recuperação florestal desenvolvido na Floresta Nacional (Flona) Saracá-Taquera, no oeste do Pará. A experiência foi apresentada durante o III Fórum de Programas de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs) do Licenciamento Ambiental Federal, realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nos dias 2 e 3 de julho, em Brasília.

Convidada a apresentar o case do Platô Almeidas, a MRN compartilhou o trabalho desenvolvido ao longo de 46 anos de atuação na Amazônia. A empresa soma mais de 8 mil hectares de áreas em diferentes estágios de restauração ecológica. Somente em 2025, foram plantadas mais de 446 mil mudas de 99 espécies, pertencentes a 30 famílias botânicas, como parte do processo de recuperação ambiental, que integra a recomposição do relevo, a recuperação do solo, o plantio de espécies nativas e a evolução dos ecossistemas. O volume equivale a uma muda plantada a cada pouco mais de um minuto ao longo de todo o ano.

Recuperação começa ainda durante a operação

Na MRN, a recuperação começa durante a vida útil da mina. À medida que a lavra avança e determinadas áreas têm suas atividades concluídas, inicia-se a recomposição do relevo, a recuperação do solo e o plantio de espécies nativas, reduzindo o intervalo entre a mineração e o retorno da floresta. Todo o processo é acompanhado pelo Programa de Monitoramento da Restauração Ecológica (PMRE), metodologia desenvolvida pela MRN com base em referências científicas da Society for Ecological Restoration, aprovada pelo Ibama, com colaboração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O programa avalia mais de 40 indicadores relacionados à regeneração da vegetação, retorno da fauna, qualidade do solo e restabelecimento dos processos ecológicos. Os resultados mostram que os platôs reflorestados que compõe o Contexto I de análise de do PMRE Almeidas, Aviso, Bacaba, Papagaio e Periquito, apresentam características ecológicas muito próximas às do ecossistema original, com retorno da fauna, formação do sub-bosque, desenvolvimento dos estratos vertical e horizontal da vegetação e condições favoráveis à reintrodução de espécies de epífitas e hemiepífitas. A MRN também monitora a qualidade da água em 301 pontos da região, além de iniciativas voltadas à preservação da fauna e da flora amazônicas.

MRN diz quais são os diferenciais para recuperação florestal

Segundo Jocenildo Marinho, analista ambiental da MRN, a empresa fez observações contínuas, monitoramento e aperfeiçoamento das técnicas de restauração ecológica. Talita Godinho Bezerra, engenheira florestal da MRN, complementou que a restauração ecológica exige aprendizado constante e que participar de fóruns como o PRADs é uma oportunidade de trocar experiências, conhecer soluções adotadas em diferentes regiões e discutir os desafios que fazem parte da nossa realidade.

Outro diferencial do programa é a participação ativa das comunidades locais. A MRN mantém um viveiro florestal com capacidade para produzir 1 milhão de mudas por ano, de 100 espécies nativas utilizadas na recuperação ambiental. Para apoiar essa produção, somente em 2025 a empresa adquiriu 2,3 toneladas de sementes de espécies nativas coletadas por comunidades ribeirinhas e quilombolas da região, contribuindo para a conservação da biodiversidade, a valorização do material genético local e a geração de trabalho e renda para essas populações. No mesmo período, os investimentos socioambientais da MRN somaram R$ 51,6 milhões.

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