Sanepar chega a 457 bilhões de litros de esgoto tratado

Estudo do Ipardes registra salto em indicadores positivos nos rios e córregos do Paraná em razão do tratamento de 100% do esgoto coletado

Por Redação

em 3 de Novembro de 2026

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) evitou que quase 457 bilhões de litros de esgoto fossem despejados no meio ambiente contaminando rios e córregos em 2025. Na área atendida pela estatal, a cobertura atual pela rede coletora de esgoto é de 82,9%, marca superior à média nacional, que é de 62,3%, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Sinisa). Em 2022, a cobertura era de 78,9% e a Sanepar prevê investir R$ 13 bilhões até 2030 com objetivo de acelerar o alcance da meta de universalização do saneamento, que na coleta de esgoto é de 90%.

O tratamento de 100% do esgoto coletado nas cidades atendidas pela empresa é um dos fatores para a melhora na qualidade das bacias hidrográficas do Estado apontada pelo relatório de desenvolvido sustentável divulgado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). No Índice de Qualidade das Águas (IQA), o relatório classificou como bom 87% dos 172 pontos avaliados, um crescimento de seis pontos percentuais em comparação ao resultado da edição anterior (81%), publicada em 2022.

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Sanepar destaca medidas para garantir qualidade da água nos rios

A gerente de Recursos Hídricos da Sanepar, Ester Amélia Assis Mendes, ressalta que, apesar do alto índice de qualidade boa, 13% dos pontos analisados foram classificados como “razoável” (9%) ou “ruim” (4%). Ela explica que, para combater a contaminação nos rios, uma das estratégias da estatal é recompor Áreas de Preservação Permanente (APPs), controlar a erosão e a turbidez, manejo sustentável do solo.

As medidas fazem parte do programa Água Segura, da Sanepar, que também inclui o Fundo Azul, que bonifica agricultores que protegem nascentes e matas ciliares nas bacias de mananciais. “O programa tem estruturado ferramentas de resposta rápida para identificar e priorizar pontos críticos de controle, como disparo de alertas automáticos e acionamento de planos de emergência e contingência específicos para mananciais e poços sob estresse”, diz a gerente.

Um diagnóstico do Ipardes, por exemplo, sinalizou bacias como Piquiri, Baixo Iguaçu, Alto Ivaí e Baixo Tibagi, como rios com potenciais conflitos de uso ou contaminação subterrânea. “A Sanepar está desenvolvendo o Protocolo de Atendimento Rápido (PAR), além do sistema NOAH (Navegador Operacional de Avaliação Hídrica), para gerar Mapas de Calor/Riscos georreferenciados”, afirma ela.

Sanepar explica como divide usos da água

Outro fator avaliado pelo relatório são os usos setoriais da água, divididos em quatro categorias principais: abastecimento público, indústria, agricultura e pecuária. Os locais com maior consumo para abastecimento público são o Alto Iguaçu (75%), Baixo Tibagi (54%) e Região Litorânea (51%).

Na gestão de recursos hídricos e promoção da saúde pública, a implantação do programa Água Segura é para todo o Paraná, entretanto, há prioridade para os grandes centros urbanos e sistemas integrados dessas regiões de alta demanda por água, como o Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC), de Londrina, Cambé, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Matinhos, Pontal do Paraná e Guaratuba.

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