Fortaleza se destaca em índice do mercado imobiliário

Nova rodada do Índice de Demanda Imobiliária mostra Fortaleza avançando nos segmentos econômico, médio e alto padrão

Por Redação

em 20 de Agosto de 2026

Capitais do nordeste ampliaram participação entre os mercados imobiliários mais atrativos do País no segundo trimestre de 2026, segundo o Índice de Demanda Imobiliária (IDI) Brasil, realizado pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O principal destaque foi Fortaleza (CE), que avançou simultaneamente nos segmentos econômico, médio e alto padrão do mercado imobiliário. Recife (PE) também ganhou posições nos rankings econômico e médio, enquanto Maceió (AL) registrou um dos maiores saltos do período na categoria de médio padrão.

Conforme explica Gabriela Torres, gerente Executiva de Dados e Inteligência do Ecossistema Sienge, a demanda permanece forte nas capitais consolidadas, mas cidades como Fortaleza passam a reunir condições para sustentar crescimento simultâneo em diferentes segmentos de renda. “Neste trimestre tivemos o crescimento notável da capital no alto padrão, mostrando oportunidades para novos lançamentos e investimentos.”

A força de Fortaleza que a faz crescer no mercado imobiliário

O desempenho de Fortaleza nesta rodada reflete uma combinação de fatores econômicos, urbanos e empresariais, como aponta Clausens Duarte, vice-presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC. Para ele, é a combinação entre crescimento econômico, geração de empregos, organização urbana e uma cultura empresarial formada em um ambiente historicamente desafiador que faz a capital cearense se destacar no IDI.

A evolução da economia local também é um destaque, já que Fortaleza tem atraído investimentos do setor de tecnologia e de energia renováveis, incluindo o hidrogênio verde. O movimento amplia a geração de empregos qualificados e fortalece a renda da população. “O efeito se espalha pelo setor de serviços, predominante nas grandes cidades, fazendo o dinheiro circular e chegando ao mercado imobiliário pela procura direta por moradia e pela confiança necessária para assumir compromissos de longo prazo”, afirma.

Outro fator apontado por ele é a configuração urbana de Fortaleza. A capital reúne uma das maiores densidades demográficas entre as cidades brasileiras, característica que permite melhor aproveitamento da infraestrutura existente e maior diluição do custo dos terrenos entre os empreendimentos. “Quando o adensamento é acompanhado por infraestrutura e regras adequadas, a terra pesa menos no preço final do imóvel e os serviços urbanos podem ser oferecidos de maneira mais eficiente”, explica.

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Capitais nordestinas se destacam, mas mercado nacional exige maior precisão nos lançamentos

O fortalecimento da demanda também é observado em outras capitais nordestinas. Recife avançou da 9ª para a 5ª posição no segmento econômico e alcançou o 4º lugar nacional no médio padrão, enquanto Maceió registrou um dos maiores avanços da edição ao saltar da 65ª para a 43ª colocação no médio padrão. Os resultados reforçam que o protagonismo da região vai além de Fortaleza e indicam um mercado imobiliário cada vez mais diversificado no Nordeste.

No entanto, dados da CBIC mostram que, entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, os lançamentos cresceram 6,4%, enquanto as vendas avançaram 1,9%, elevando a oferta de imóveis em 8% no Brasil. Para José Carlos Martins, membro do conselho consultivo da CBIC, esse cenário aumenta a importância do uso de inteligência de mercado na definição de novos empreendimentos.

“O mercado continua aquecido, mas o crescimento da oferta exige decisões cada vez mais eficazes. Não basta lançar mais empreendimentos; é preciso identificar onde existe demanda consistente, qual público está comprando e quais características o produto precisa ter para atender esse mercado”, explica.

Segundo Martins, políticas públicas também continuam sustentando parte da demanda, especialmente no segmento econômico. Programas como o Minha Casa, Minha Vida seguem ampliando o acesso ao crédito habitacional e, em muitos estados e municípios, os subsídios para entrada também contribuem para manter o mercado aquecido.

Confira os rankings

Ranking do Padrão Econômico | Renda Familiar de R$ 2 mil a R$ 12 mil

1. Fortaleza
2. São Paulo
3. Curitiba
4. Goiânia
5. Recife
6. Salvador
7. Brasília
8. Belo Horizonte
9. Rio de Janeiro
10. Aracaju

Ranking do Médio Padrão | Renda Familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil

1. São Paulo
2. Curitiba
3. Goiânia
4. Recife
5. Brasília
6. Maringá
7. Fortaleza
8. Itajaí
9. Belo Horizonte
10. Rio de Janeiro

Ranking do Alto Padrão | Renda Familiar acima de R$ 24 mil

1. Brasília
2. São Paulo
3. Fortaleza
4. Goiânia
5. Rio de Janeiro
6. Curitiba
7. Recife
8. Florianópolis
9. Porto Belo
10. Itajaí

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