A Receita Líquida da Neoenergia cresceu 10% no primeiro trimestre de 2026 (1T26), como apontam os resultados financeiros divulgados na última semana pela empresa que detém concessões de distribuição e transmissão de energia em diferentes estados do País. A companhia fechou o período com R$ 12,52 bilhões de faturamento e um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, crescimento de 28% em relação aos três primeiros meses de 2025.
Os resultados revelam que o EBITDA Caixa atingiu R$ 3 bilhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho positivo reflete a eficiência operacional das distribuidoras, impulsionadas pelos reajustes tarifários da Parcela B, além da entrada em operação de novos ativos de transmissão.
As despesas operacionais apresentaram alta de 7% no 1T26, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo o documento, isso é explicado pelos maiores gastos para execução das ações de cobrança e do plano de corte, além do maior saldo de provisões jurídicas, que teria crescido pontualmente no trimestre.
Investimento
A Neoenergia registrou Capex de R$ 1,8 bilhão no 1T26. Desse montante, R$ 1,7 bilhão foi alocado no segmento de distribuição, o que contribuiu para uma Base de Remuneração Regulatória (BRR) de R$ 45,6 bilhões. Dessa forma, a companhia mantém o foco em ações destinadas à expansão e ao reforço das redes de distribuição, garantindo a qualidade do serviço prestado aos consumidores.
Como consequência desses investimentos, em março, a Neoenergia foi reconhecida pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) como a empresa de energia elétrica que mais investiu em infraestrutura no Brasil pelo segundo ano consecutivo.
Renovação de concessões
O primeiro trimestre de 2026 trouxe a convocação para a renovação das concessões de três distribuidoras do grupo por mais 30 anos: Neoenergia Coelba, Neoenergia Cosern e Neoenergia Elektro. Em 2025, a Neoenergia Pernambuco assinou novo contrato de concessão, junto ao Ministério de Minas e Energia (MME), até 2060. A concessionária foi a primeira distribuidora do país a obter, de forma antecipada, a prorrogação.
Outros destaques do trimestre são:
- Desempenho energético: A energia injetada total, incluindo geração distribuída, registrou alta de 1,9% no 1T26, em comparação com 1T25. No mesmo período, a base de clientes teve crescimento de 2%, sustentada por uma performance sólida na arrecadação.
- Oferta Pública de Aquisição (OPA): Em abril de 2026, a Iberdrola anunciou que adquiriu, por meio da OPA, ações representativas de 14,21% do capital social da Neoenergia. Cada ação foi adquirida pelo valor de R$ 33,77, totalizando R$ 5,8 bilhões.


