A Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) comemorou seu primeiro ano de atuação com a inauguração da nova Sala de Situação. Completamente reformada, ela conta com a inclusão de novos equipamentos para o monitoramento hidrológico. O espaço, localizado na sede da agência em São Paulo, reúne informações estratégicas sobre chuvas, cotas e vazões de rios, balanço hídrico e níveis dos principais reservatórios.
Desde sua criação, em 2024, a SP Águas investiu cerca de R$ 20 milhões para aprimorar o monitoramento dos recursos hídricos do estado. Esse trabalho é centralizado na Sala de Situação, onde os dados coletados por radares e postos de controle distribuídos por todo o território paulista são cruzados e analisados diariamente.
As informações geradas são compartilhadas por meio de sistemas de consulta e boletins diários com diversos órgãos parceiros, como a Defesa Civil, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Ana), o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) e o Saisp (Sistema de Alerta a Inundações de São Paulo), entre outros.
Resultados alcançados
Ao longo do seu primeiro ano de existência, a SP Águas instalou seu conselho diretor, realizou análises de impacto regulatório e abriu consultas públicas e tomadas de subsídio, que reuniram mais de 200 contribuições da sociedade. Nesse período, a agência consolidou a agenda regulatória 2025-2026 e intensificou os diálogos setoriais, ao mesmo tempo em que emitiu 18.949 outorgas e promoveu 8.628 fiscalizações, reforçando sua atuação como órgão regulador.
No campo da gestão de recursos hídricos, a agência modernizou o sistema de cobrança pelo uso da água, com a implantação do boleto online, e lançou o Protocolo de Escassez, que orienta a atuação de municípios em períodos de estiagem. Outro destaque foi a automatização dos boletins hidrológicos e da integração do radar próprio ao Sistema Nacional de Monitoramento de Chuvas (SiBH), no programa “Chuva Agora”.
A SP Águas também ampliou o apoio técnico e administrativo aos 18 Comitês de Bacia Hidrográfica e levou o programa Rios Vivos a 70 municípios, com obras e estudos de recuperação, além do plantio e manutenção de 74.950 mudas de árvore. Entre os programas estruturantes, destaca-se o Integra Tietê, que já removeu 1,2 milhão de m³ de sedimentos de rios e piscinões – o equivalente a 85,7 mil caminhões basculantes – incluindo a manutenção e limpeza de 27 piscinões da Região Metropolitana de São Paulo, com a retirada de 122 mil m³ de resíduos.
No eixo de infraestrutura, a agência acompanhou mais de 20 obras em execução no Piscinão Jaboticabal, lançou o edital para implantação do Parque Salesópolis e coordenou a destinação de R$ 260 milhões para o plano de gestão e manutenção do esgotamento sanitário em Mogi das Cruzes. Além disso, avançou na construção das barragens de Pedreira e Amparo, que somam investimentos de R$ 806 milhões, obras estratégicas para garantir a segurança hídrica de toda a Região Metropolitana de Campinas e do interior paulista.
Um ano da SP Águas
Criada pela Lei Complementar nº 1.413/2024 e regulamentada pelo Decreto nº 69.339/2025, a SP Águas tem como missão regular e fiscalizar os usos múltiplos dos recursos hídricos, promovendo a gestão integrada e sustentável das águas do Estado de São Paulo. Entre suas principais atribuições estão a gestão das outorgas para captação e uso da água — autorizações que envolvem rios, represas e aquíferos para abastecimento público, comércio, agricultura, mineração, geração de energia e indústria. A agência também é responsável por fiscalizar o uso desses recursos e garantir a segurança hídrica, promovendo a gestão adequada da água disponível em cada região paulista.


