BIM otimiza revitalização de ponte ferroviária com estrutura de concreto

O software Tekla, da Trimble, foi primordial para o projeto estrutural que deve fortalecer a principal obra de arte da Malha administrada pela Concessionária Rumo, responsável pelo escoamento de grãos até o Porto de Paranaguá (PR).

Rodrigo Conceição Santos (Branded Content) – 03.02.2020 – 

São quase 600 metros de comprimento e 60 de altura. Gravou? Pois bem, essa informação resume a complexidade do projeto estrutural que contaremos. Acrescente também a localização erma, sobre mata e junção de rios na região de Campos Gerais, no Paraná, e assim esclarecemos que o assunto é a revitalização da Ponte dos Arcos. Ela é tombada como Patrimônio Artístico Nacional e compõe a Malha Ferroviária Sul, que faz o escoamento de grãos para o Porto de Paranaguá. O trecho é administrado pela Rumo, que busca expandir a capacidade de escoamento da malha. Sendo um ponto de passagem primordial, a Ponte dos Arcos é a maior obra de arte no percurso e o seu reforço estrutural é condição sine qua non para que a Rumo atinja o objetivo de ampliar o volume de carga nos vagões de suas locomotivas.

É sob essa responsabilidade que atua a Bagio Engenharia, empresa responsável pelo projeto estrutural que deve balizar as obras de revitalização na Ponte dos Arcos. Dorival Bagio, sócio da companhia e engenheiro estrutural, é experiente e tem mais de 30 anos de profissão. Ele coordena o projeto e revela que o uso de tecnologias avançadas é essencial para o sucesso da operação. “Estimo que a adoção de software de modelagem BIM está reduzindo o tempo de projeto em cerca de 50%”, pontua.

Ele se refere ao software Tekla Structures da norte-americana Trimble. Ele é utilizado para desenhar (modelar) o projeto em terceira dimensão. “A partir do momento em que fazemos cada cadastro, o software gera o desenho automaticamente, relacionando todos os levantamentos com ótima acuracidade”, explica.

O projeto estrutural deve ser concluído em fevereiro deste ano, totalizando seis meses de execução. O processo começou com o trabalho de medição topográfica e descida de técnicos em rapel para certificação dos principais pontos a serem reestruturados. “Depois, todos os pontos de patologia aparente foram levantados com o uso de drones”, diz. Essas operações foram cronometradas para não impedir o tráfego constante dos trens, já que estávamos em pleno auge da safra de grãos.

As informações compuseram um modelo numérico, desenhado em 3D pelo Tekla para facilitar a visualização. O especialista explica que o software de modelagem foi sincronizado ao software de análise, responsável pelo cálculo estrutural. “Esse é um software de análise por elementos finitos, que permite avaliar pontos de dimensão pequena”, diz. Como exemplo, ele explica que é como se ter um pilar dividido em 20 partes pequenas, semelhantes a um jogo de Lego na tela do computador. “Assim, podemos ver com detalhe cada uma dessas peças”, explica.

O engenheiro estrutural fala com a propriedade de quem obtém 14 licenças do Tekla e já projetou mais de 1,8 mil obras com o sistema nos últimos 10 anos. Entre os casos de sucesso estão algumas obras premiadas recentemente, como a Arena Petry.

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