Bolívia nega risco de não fornecimento de gás ao Brasil e Argentina

Por Nelson Valêncio – 25.06.2015 – 

O contrato assinado entre os dois países vence em 2019 e, segundo o gerente de marketing da estatal boliviana responsável pela exploração e distribuição do gás natural, as negociações já começaram para a renovação.

Foto: oilchanell

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Grande fornecedora de gás natural para o Brasil, a Bolívia negou que o país tenha problemas de fornecimento do combustível. O risco foi levantado por especialistas que participam do 16º Seminário sobre Gás Natural, promovido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e que será encerrado hoje no Rio de Janeiro.

Ontem, o gerente de marketing da YPFB, a estatal boliviana responsável pela exploração e produção do gás natural, Edwin Maranon Somoya, foi enfático ao dizer que a empresa tem todas as condições de manter o fornecimento.

O contrato assinado entre os dois países vence em 2019 e, segundo Maranon, as negociações já começaram para a renovação. Contra os pessimistas, o executivo lembrou que desde 2006, quando o país nacionalizou o setor de gás, a Bolívia teria investido US$ 9,2 bilhões na modernização do segmento, incluindo exploração e industrialização.

A produção teria aumentando 81% no período e os atuais 60 milhões de m³ diários produzidos hoje devem saltar para 82,6 milhões de m³/dia em 2024.

O mercado interno, que hoje consome cerca de 13 milhões de m³/dia, deverá quase duplicar essa demanda, mas o grosso da produção segue para exportação. De acordo com Maranon, o país pretende diversificar as exportações, hoje concentradas no Brasil e Argentina.

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