Caterpillar lança sistema que ajuda a monitorar fadiga em operadores

Da Redação 04.09.2015 –

Sistema também pode contribuir para reduzir riscos de distração na operação de equipamentos, usando câmeras na cabine e monitores no pulso no operador.

A Caterpillar lançou, no final de agosto, em nível mundial, um serviço de monitoramento que permite aos seus clientes verificar, mitigar e gerenciar o fator humano em suas operações. A tecnologia está baseada em dispositivos de segurança colocados dentro da cabine ou inseridos nos uniformes (wearable). Com eles, os frotistas podem acompanhar o desempenho da máquina – via parâmetros colhidos na cabine – e do próprio operador. As informações são avaliadas pelo Monitoring Center, da fabricante americana, o qual faz correlações com dados históricos da saúde e produtividade do operador e pode apontar indicativos sobre o estado de fadiga do profissional, evitando erros de distração.

“Nossos clientes querem ter uma maior visibilidade da interação entre os operadores e suas máquinas e também saber como o comportamento deles impacta na segurança e produtividade”, diz Tim Crane, gerente do Caterpillar Safety Services. De acordo com ele, a solução é inovadora, funciona 24/7 e permite que os riscos de operação sejam reduzidos, além de contribuir para aumento de produtividade.

A tecnologia que suporta o monitoramento é o Driver Safety System (DSS), desenvolvido pela Seeing Machines, em parceria com a Caterpillar, e inclui câmeras instaladas na cabine e um sistema de alerta que notifica o operador sobre a possibilidade de fatigas ou que levem a erros de distração. Outro dispositivo usado no sistema é o Cat Smartband, afixado no punho dos profissionais e que foi criado pela Fatigue Science. Na avaliação da Caterpillar, os dados coletados permitem que os frotistas possam desenvolver práticas de treinamento direcionadas à melhoria de desempenho dos operadores.

As duas novas soluções – DSS e Cat Smartband – também podem ser combinadas com outros sistemas de captura de dados da montadora, amplificando o histórico e a correlação de dados. Ou seja, uma espécie de mini big data das escavadeiras e outras máquinas. Mas a fabricante alerta que a tecnologia em si não é uma bala de prata que resolve tudo. “De fato, muitas soluções não funcionam sem as considerações adequadas da cultura organizacional e de um plano de mudanças adequado”, argumenta George Taylor, vice-presidente da Caterpillar Customer Services Support Division.

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