Cibersegurança lidera prioridades dos aeroportos da América Latina

Redação – 01.04.2021 –

Na lista da região, e por ordem de importância, estão o monitoramento do nível de ocupação, fluxo de passageiros e eficiência em processos e automação

Um levantamento da Genetec aponta as tendências de segurança em aeroportos ao redor do mundo, inclusive na América Latina. Especializada no assunto, a empresa fez um levantamento global e avalia que os aeroportos, em geral, tendem a ampliar uso de cibersegurança, gerenciamento de ocupação e biometria. Para a companhia, o tema vai muito além da ativação de sistemas de raio-X das bagagens ou do detector de metais. De acordo com a Genetec, o mercado global de segurança de aeroportos ultrapassou 10 bilhões de dólares em 2019 e os investimentos se mostram cada vez mais necessários.

Historicamente, a segurança aeroportuária passou por algumas ondas e as normas de segurança foram sendo redesenhadas e aprimoradas ao longo dos anos. Na década de 1970, uma das grandes preocupações era o sequestro de aeronaves. Em 2001, o 11 de setembro fez com que o terrorismo se tornasse prioridade na segurança dos aeroportos. Hoje, o distanciamento social imposto pela pandemia e a cibersegurança estão entre os principais pontos de atenção para os administradores aeroportuários.

“Aeroportos são locais de grande fluxo de passageiros, com vários pontos de entrada e saída, o que, por si só, é um desafio. O controle de acesso às áreas restritas e a identificação de pessoas sempre foram pontos essenciais na segurança”, explica Fabio Juvenal Ferreira, Gerente da Vertical de Cidades e Infraestruturas da Genetec. “Há algum tempo, temos apontado como a transformação digital está impactando nesse processo e constatamos que, neste momento, as tendências do mercado são buscar mais eficiência nos processos de automação e autoatendimento, investir no uso de biometria e tecnologias sem contato, além de gerenciar o fluxo de pessoas”, resume.

De acordo com ele, a tecnologia touchless, embora cara para implementar, é o futuro das viagens. Check-ins e embarques com leitores biométricos, recursos de reconhecimento facial e documentos virtuais estão sendo testados ou gradualmente implantados em diferentes aeroportos para proporcionar uma jornada com menos contato para os passageiros, algo essencial para a retomada do setor em um mundo de rígidas regras sanitárias.

Ao estudar os dados do setor e preparar seu relatório de tendências, a Genetec identificou pontos de atenção específicos para diferentes regiões. “Na América Latina, além dessas questões mencionadas, vemos que é muito importante o controle de perímetro, ou seja, monitoramento de todo o entorno do aeroporto, que normalmente são áreas de pouca circulação de pessoas e pouca iluminação, o que favorece roubos, inclusive de cargas”, completa Ferreira.

As soluções da Genetec estão presentes em diversos aeroportos sendo 27 deles na América Latina e 17 só no Brasil. Entre eles, o recém-renovado Floripa Airport , o BH Airport – um dos maiores em termos de conexões no Brasil – e o RioGaleão, além da implementação em Congonhas, que deverá ser concluída em breve. Isto significa impacto anual no embarque de 90 milhões de passageiros por ano somente no Brasil.

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