Compartilhamento de carros elétricos no RJ começa a virar realidade

Da Redação – 19.11.2015

Modelo seria inspirado em soluções adotadas em outras grandes cidades do mundo, como Londres, Amsterdã, Paris e Milão.

Carro compartilhado em Paris
Carro compartilhado em Paris

A possibilidade de ganhar carros elétricos que podem ser locados por poucos minutos e compartilhados por toda a população parece estar se concretizando na capital fluminense, como divulgou a Radar PPP nesta semana. O projeto, que está em consulta pública e deve iniciar a fase de licitação ainda neste mês de novembro, já teria quatro grupos empresariais interessados (Grupo Bolloré, Grupo CeiiA, a Serttel e a Itaipú Binacional).

O sistema envolveria 200 pontos de recarga na cidade do Rio de Janeiro e os usuários do serviço poderiam retirar e devolver os 100 carros elétricos disponíveis para uso em qualquer um deles. “O projeto é muito interessante, pois visa disponibilizar um serviço que contribui com o bem-estar do cidadão e a mobilidade em uma grande cidade. A pessoa que optar por usar o serviço poderá retirar um carro em uma das estações, usá-lo pelo tempo desejado e valer-se das faixas exclusivas, o devolvendo depois em uma das outras 200 vagas de estacionamento disponíveis na rua e pagar somente pelo tempo utilizado”, explica Rodrigo Reis, sócio da Radar PPP. Ele, junto às consultorias PwC, Albino Advogados e IDOM, desenvolveu os estudos de viabilidade do projeto.

Segundo Reis, a empresa responsável pelos serviços será selecionada por licitação e pagar uma outorga para a Prefeitura pela exploração dos serviços.

A empresa vencedora poderia cobrar as tarifas dos usuários e também explorar receitas de patrocínios que se vinculem ao novo modal de transporte de passageiros da cidade. “A futura concessionária deverá realizar um investimento estimado de aproximadamente R$ 22 milhões e poderá, na medida em que houver demanda, não apenas manter o esquema operacional mínimo, mas também ampliar o número de carros e estações de recarga”, completa ele.

No projeto, o preço por uso em frações de 30 minutos é de R$ 18,00 e cada carro teria capacidade de realizar até 700 viagens por dia. Essa solução foi inspirada em outras cidades que já adotaram sistema similar, como Londres, Amsterdã, Paris, Milão, Bordeaux e Indianópolis.

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