CPFL poderá aplicar medição remota em clientes do Grupo B

Foto: CPFL
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Da redação – 17.11.15 – 

Decisão depende ainda de estudos de curso. Concessionária já possui um total de 25 mil clientes atualmente e vai avançar nos projetos de smart grid

A concessionária de energia que já utiliza a medição remota para clientes do Grupo A (média tensão), poderá aplicar a tecnologia para os do Grupo B (baixa tensão). A informação é de Rafael Lazzaretti, diretor de Estratégia e Inovação da companhia e palestrante do Smart Grid Forum 2015, que acontece em São Paulo até hoje. De acordo com o executivo, a CPFL fecha o ano com cerca de 25 mil clientes do Grupo A sendo monitorados remotamente.

“Não temos nenhum prazo definido para a ampliação da telemediação para o Grupo B e estamos finando o projeto”, esclarece Lazzaretti. Ele também apresentou a visão que a concessionária tem a respeito do futuro da energia, modelando um cenário para 2030. Para o executivo, a matriz energética precisará ser mais limpa num mundo, e o ambiente de operação do setor, cada vez mais digital. Já a infraestrutura de rede – tanto das distribuidoras como das transmissoras – ganha ainda mais importância, em função de ser a ponte entre vários recursos da chamada rede inteligente ou smart grid.

A diversificação da matriz elétrica, segundo Lazzaretti, vai exigir um papel maior do Operador Nacional do Sistema (ONS), espécie de gerente da rede elétrica nacional. A entrada de fontes renováveis, inclusive a solar, também faz parte do pacote. “Ela ainda é cara no Brasil, mas nos últimos cinco anos houve uma queda de 40% no seu preço”, ressalta o especialista. A mobilidade, ou seja, carros elétricos, deve fazer parte do cenário. “Estimamos que entre 5% a 10% das vendas de veículos em 2030 seja de carros elétricos, o que implica um aumento de 7% na demanda de energia, o que é totalmente administrável para o setor”, detalha.

A energia em 2030 também deverá trazer novos modelos de negócios, inclusive a potencial entrada de concorrentes num mercado visto por alguns como monopólio natural. “Uma das questões para as concessionárias é se elas vão competir com os entrantes ou se serão supridoras de redes”, argumenta.

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