Digitalização do agronegócio brasileiro é referência para Angola

Redação – 30.07.2020 –  

Processo abre oportunidades para operadoras como Angola Cables. Empresa quer levar experiência do Brasil para país africano

A Angola Cables foi pioneira em interligar o Brasil e a África com uma rede de cabo óptico transatlântica e agora quer fazer outra ponte: levar a nossa experiência de digitalização do agronegócio para Angola. Com 57 milhões de hectares para exploração rural, Angola utiliza menos de 10% do potencial. Para Antonio Nunes, CEO da operadora, as empresas de telecomunicações podem ter um papel importante para atrair outros players e criar um ecossistema parecido com o do Brasil.

Ele discutiu o assunto nessa terça (28/7) com Alexandre Dal Forno, head de Marketing da TIM Brasil, João Amaral, sócio-Gerente da Fazenda Girassol (um dos maiores grupos agrícolas de Angola), José Fernandes, do Ministério da Agricultura e Pesca de Angola; José Severino, Presidente da Associação Industrial de Angola; Maria Morgado, Assistente de Projetos de Ação para o Desenvolvimento Rural e Ambiente de Angola e Ricardo Lopes, diretor de Conteúdos da Media Rumo (mediador).

A ideia seria implantar redes tecnológicas no campo, capazes de conectar dispositivos e máquinas agrícolas. O exemplo do Brasil, nesse caso, é importante, pois 67% das propriedades agrícolas locais já são adeptas das inovações tecnológicas em suas atividades. A informação é da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP). Tanto é que a TIM tem investido em soluções para grandes agroindústrias para o médio e o pequeno produtor rural. As iniciativas incluem fibra óptica e em torres 4G capazes para cobrir áreas de 35 mil hectares de terra.

“Essa infraestrutura permite acessar desde um aplicativo de comunicação pelo celular até realizar a manutenção remota de equipamentos ou fazer o manejo da água da lavoura com muito mais rapidez”, explica Alexandre Dal Forno, head de marketing da TIM. Com a experiência de digitalização do agronegócio brasileiro, ele avalia que os empresários daqui podem repetir o sucesso em Angola, inclusive gerenciando as propriedades de forma remota.

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