Empresa de Brasília ganha o ano com rack específico para ISPs

Da Redação – 19.08.2016 – 

Metalúrgica do DF fez uma aposta correta, ao mesclar dispositivos mais resistentes com a demanda rápida dos provedores regionais por racks de prateleira.

Rack fabricado pela Storm Telecom. Foto: divulgação
Rack fabricado pela Storm Telecom. Foto: divulgação

A metalúrgica Storm Telecom projeta um crescimento de 10% no segundo semestre. Em tempos de crise, o resultado é bastante sólido. Mais ainda se considerarmos que a empresa está em seu primeiro ano de vida e atua no nicho praticamente “comoditizado” de racks. A diferenciação? Simples: a fabricante combinou a matéria prima mais resistente – aço galvanizado em vez do material tradicional – e o foco no mercado de provedores regionais de telecomunicações (ISPs).

“Fizemos uma pesquisa e notamos que as ISPs querem prazo de entrega, o que significa que deveríamos fornecer um rack de prateleira e não uma solução sob demanda”, resume o diretor da Storm, Wilson Salgado. De acordo com ele, o prazo médio dos concorrentes é de um mês, tempo longo demais para os provedores regionais envolvidos com a expansão das redes de fibra óptica. O timing da fabricante brasiliense – pela projeção de crescimento de 10% no segundo semestre – foi correto.

A aposta na expansão da infraestrutura óptica continua. Tanto é que a empresa deve lançar sua própria caixa de emenda para os racks que comercializa. Como prazo é fundamental, o cronograma de lançamento é até o final do ano. Até 2018, a companhia deve dar outro passo: a fabricação, em conjunto com um parceiro, da caixa de atendimento (CTO), um produto para distribuição de rede óptica dentro de instalações prediais. Nos dois casos, o entendimento da filosofia das ISPs foi definidor, segundo Salgado, para ganhar espaço.

A diferenciação da matéria prima também pesa. Literalmente. Apesar de ser mais leve, o aço tradicional torna-se problemático em redes externas de telecomunicações principalmente em cidades litorâneas. Nesses casos, onde a corrosividade é alta, a vida útil do dispositivo pode se reduzir, em ambientes mais severos, a três anos. Não é exatamente o que os provedores regionais esperariam de seus ativos.

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