Geração distribuída supera a marca de 1 mil conexões no Brasil

Da Redação – 30.10.2015 – 

Em potência instalada, o volume já chega a 13 MW, majoritariamente via energia solar. Eólica é a segunda fonte mais adotada.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acaba de divulgar um balanço da geração distribuída no Brasil, ou seja, dos consumidores que geram sua própria energia. Os dados indicam que 1.125 conexões e uma capacidade de 13,1 MW. A fonte mais utilizada é a solar fotovoltaica, com 1074 adesões, seguida da eólica com 30 instalações. Outras fontes incluem a biogás, biomassa e hidráulica, além da combinação eólica-solar. Regionalmente, a distribuição é mais equitativa e indica que Minas Gerais sai na frente, com  213 conexões de micro e minigeradores, seguido pelo Rio de Janeiro (110) e Rio Grande do Sul (109).

Juridicamente, a geração distribuída recebeu uma regulamentação específica com a Resolução Normativa 482, emitida em 2012. A regra estabelece condições gerais para o acesso de micro e minigeração aos sistemas de distribuição de energia elétrica e cria o sistema de compensação de energia elétrica. Com ele, os interessados podem instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local. A regra é válida para geradores que utilizem fontes incentivadas de energia (solar, eólica, biomassa, hídrica e cogeração qualificada).

Pelo sistema, a unidade geradora instalada em uma residência, produzirá energia e o que não for consumido localmente será injetado no sistema da distribuidora, gerando créditos que podem ser usados para diminuir o valor da fatura de energia elétrica e para abater o consumo dos meses subsequentes. Os créditos tem validade de 36 meses e as informações  respeito deles devem estar discriminados na fatura, permitindo o gerenciamento do saldo de energia.

Para a Aneel, a geração próxima ao local de consumo traz uma série de vantagens sobre a geração centralizada tradicional. Entre os ganhos, a agência lista a economia dos investimentos em transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica.

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