Intelbras aposta nos provedores como parceiros para cidades digitais

Redação – 10.05.2019 –

Fabricante brasileira avalia que existe uma oportunidade única para as ISPs, mas é preciso investir para ter retorno no futuro

Antoniolli: provedores devem profissionalizar equipes para avançar em cidades digitais 

Os provedores regionais têm a matéria prima básica para qualquer projeto de cidade digital: a rede física óptica ativada em grande parte das pequenas e médias cidades brasileiras, praças fora do interesse das grandes operadoras de telecomunicações. Essa infraestrutura hoje só vem sendo usada para atender os clientes tradicionais, mas pode avançar para a oferta de serviços como o monitoramento e supervisão de sistemas de tráfego e de segurança, para ficarmos em apenas dois.

“Elas fibraram a maior parte das cidades onde atuam e esse canal de transmissão de dados é um ativo importante”, resume Renan Antoniolli, executivo comercial de Soluções e Projetos, da Intelbras. Palestrante na Future ISP, o especialista defende a forte atuação dos provedores regionais nos projetos de cidades digitais. De acordo com ele, as pequenas e médias operadoras podem assumir o protagonismo desses empreendimentos.

O primeiro passo, na avaliação de Antoniolli, é participar dos projetos que antecedem a burocracia oficial de licitação, suportando as prefeituras locais na definição dos melhores parâmetros técnicos para a implantação da rede que vai servir de base para a cidade digital. Além da estruturação de engenharia, os provedores também podem contribuir juridicamente, ao ajudar a detalhar os limites dos projetos. “Como um processo como esse é regido pela Lei de Licitações, haverá a transparência em todas as etapas, fechando um círculo virtuoso”, avalia o especialista da Intelbras.

Antoniolli lembra ainda que, além do poder público, os provedores podem estabelecer parcerias com outras entidades, inclusive privadas. É o caso de empresas especializadas em segurança. Os provedores entrariam com a infraestrutura de fibra óptica, o canal de transmissão de imagens de várias câmeras distribuídas na cidade. Outro parceiro potencial são as associações comerciais ou outros tipos de entidades similares.

Para quem avalia que o desafio é grande, Antoniolli lembra que muitos projetos de cidades digitais, principalmente no Rio Grande do Sul, foram encampados pelas próprias prefeituras, que contrataram integradores para efetivar a construção da rede. “Por que os provedores não podem tomas eles próprios a iniciativa?”, questiona.

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