Investimentos federais em ferrovias e aeroportos também caíram, mostra CNT

Redação – 04.02.2021 –

Além da redução nos investimentos rodoviários ao pior nível da década, como noticiou o InfraROI ontem, os modais ferroviário e aeroportuário também estão recebendo menos aportes, mostra o levantamento Conjuntura do Transporte, da CNT. O modelo de operação das ferrovias brasileiras tem como base as concessões e, atualmente, praticamente todas as ferrovias de carga são concessionadas, sendo a malha pública residual. No setor privado, foram investidos R$ 3,51 bilhões em 2019. Esse é o menor valor anual desde 2016 e representa queda de 26,4% em relação a 2018.]

Já os investimentos públicos em ferrovias caíram quase 40%, totalizando R$ 364 milhões em 2019. Grande parte desse aporte (R$ 300 mi) foi destinado à Fiol.

Para a CNT, o cenário ferroviário pode se modificar em breve, já que o governo federal reconhece o potencial das ferrovias na logística de escoamento da produção brasileira de grãos. O plano para a ampliação da malha ferroviária prevê maior participação da iniciativa privada. Dois exemplos dessa visão para o modal são a construção da Ferrogrão e da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste).

Infraestrutura aeroviária

A infraestrutura aeroviária brasileira é ampla e possui boa conectividade. A administração dos aeroportos começou a ser oferecida à iniciativa privada em 2011 e, hoje, essas instalações respondem pela maior parte dos embarques e desembarques realizados nos principais aeroportos do país. Os investimentos das concessionárias de aeroportos em 2019 cresceram 3,3% em relação a 2018, chegando a R$ 1,87 bilhão.

Enquanto isso, a parte que ainda cabe à Infraero registra contingenciamento de recursos. Em 2020, foram investidos R$ 318 milhões pela estatal, o que significa retração de 32,9% em relação a 2019.

 

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