Itapemirim e OEC juntam-se para disputar concessão das linhas da CPTM em SP

Redação – 23.12.2020 –

A concessão das linhas 8 e 9 de trens metropolitanos de São Paulo terá como um dos concorrentes o consórcio formado pelo grupo de transporte Itapemirim e pela construtora OEC. Os dois criarão uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), caso a proposta seja a vencedora da licitação internacional para ampliação, modernização e exploração comercial das duas linhas. O processo de escolha acontece no dia 2 de março de 2021, seguindo o edital publicado no último dia 1º de dezembro pela Secretaria de Transportes Metropolitanos.

Pelo acordo, a Itapemirim será a líder do consórcio e ficará responsável pelos estudos de viabilidade, que consistem na análise técnica, jurídica e econômica da proposta a ser formatada para o projeto, enquanto a OEC fará os estudos especializados de engenharia e concederá os certificados que habilitarão tecnicamente o consórcio para participar da concorrência. A construtora terá exclusividade sobre a realização obras civis previstas no edital.

Na Linha 8-Diamante, a empresa vencedora administrará 41,6 km e 22 estações, além de um pátio de manutenção e estacionamento de trens (Pátio Presidente Altino) e da futura estação Ambuitá, a ser reconstruída pela empresa vencedora. Já na Linha 9-Esmeralda, são 32,5 km e 18 estações. O prazo da concessão será de 30 anos e a remuneração da concessionária se dará pela tarifa técnica contratual por passageiro transportado, desvinculada da tarifa pública.

Entre as exigências estão melhorias em 35 estações e construção de duas novas (Ambuitá/Itapevi) e Lapa (unificação das linhas 7-Rubi e 8-Diamante); modernização de sistemas e infraestrutura de operação (via permanente, telecomunicações, sistemas auxiliares, entre outros); obras para inserção da Estação João Dias na Linha 9-Esmeralda; implantação de novo CCO (Centro de Controle Operacional) local; adequação do pátio Presidente Altino e edificação para segregação das atividades da CPTM atualmente desempenhadas neste pátio; além da aquisição de novos trens, totalizando um investimento a cargo do concessionário previsto em cerca de R$ 2,6 bilhões.

De acordo com Sidnei Piva, presidente-executivo do Grupo Itapemirim, a nova parceria ratifica a saúde financeira da empresa com os novos planos de negócios e estrutura junto à OEC. “Estamos muito felizes em ter ao nosso lado uma empresa com a capacidade da OEC e que acredita também no nosso know-how e solidez de mercado”, afirma Piva.

Para Raul Ribeiro, diretor da OEC para o mercado brasileiro, executar obras de mobilidade urbana é uma das especialidades da empresa. “Colocaremos toda a nossa experiência acumulada como construtor, operador e mantenedor de ativos desta natureza à disposição do nosso parceiro e do poder concedente para garantir, dentro dos prazos e custos estabelecidos, que as cidades da região metropolitana contempladas nos trajetos das duas linhas possam usufruir o quanto antes de uma nova referência de serviço de transporte urbano”.

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